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terça-feira, 7 de junho de 2011

Eu queria...

“1º ano do colegial: Enquanto sentado na aula de inglês, eu admirava a garota ao meu lado. Ela era a minha tão chamada “melhor amiga”. Eu admirava seu lindo cabelo longo e sedoso, e desejava que ela fosse minha. Mas ela não me via com estes olhos, e eu sabia disso. Depois da aula, ela veio em minha direção e me pediu pelas minhas anotações, pois tinha perdido a aula passada, e eu as entreguei a ela. Ela disse “obrigada” e me deu um beijo na bochecha. Eu queria dizer a ela… Eu quero que ela saiba que eu não quero que sejamos apenas amigos, eu a amo, mas sou muito tímido.
2º ano do colegial: O telefone tocou. Do outro lado da linha, era ela. Ela estava em prantos, murmurando continuamente sobre seu coração que fora partido por seu amor. Ela me disse que fosse vê-la porque ela não queria ficar só, então eu fui. Assim que me sentei ao seu lado no sofá, eu me fixei em seu suave olhar, desejando que ela fosse minha. Após duas horas, um filme da Drew Barrymore, e três sacos de salgadinhos, ela decidiu ir dormir. Ela olhou pra mim e disse “obrigada” e me deu um beijo na bochecha. Eu quero dizer a ela…
3º ano do colegial: Na véspera do baile de formatura ela foi até o meu armário. “O meu par está doente”, ela disse; “e ele não vai melhorar”. Eu não tinha companhia. Fizemos um pacto que se nenhum de nós tivesse companhia para o baile, iríamos juntos como “melhores amigos”. Então fomos. Noite do baile: Após tudo ter terminado, eu estava em pé, parado, na porta da casa dela! Eu a fitei enquanto ela sorria pra mim e me fitava com seus olhos de cristal. Eu quero que ela seja minha, mas não pensa em mim dessa forma, eu sei disso. Então ela disse: “Foi o melhor momento da minha vida, obrigada!” e deu-me um beijo na bochecha. Eu quero dizer a ela, não quero que sejamos apenas amigos. ..
.. Dia da formatura: Um dia passou, depois uma semana, depois um mês. Antes que eu pudesse piscar, era o dia da formatura. Eu olhei enquanto seu corpo perfeito flutuava como um anjo até a plataforma para pegar seu diploma. Eu queria que ela fosse minha, mas ela não me via dessa forma, e eu sabia disso. Antes que todos se dirigissem aos seus lares, ela veio até mim em seu traje de formanda, e chorou enquanto eu a abraçava. Então ela levantou sua cabeça de meu ombro e disse: “Você é meu melhor amigo, obrigada” e deu-me um beijo na bochecha. Eu quero dizer a ela…
Alguns anos depois: Agora eu estou sentado no banco da igreja. Aquela garota está se casando agora. Eu a vi dizer “sim” e seguir em frente, rumo a sua nova vida, casada com outro homem. Eu queria que ela fosse minha, mas ela não me via dessa forma, e eu sabia disso. Mas antes que ela partisse, ela veio até mim e disse: “Você veio!”. Ela disse “Obrigada” e beijou-me a bochecha. Eu quero dizer a ela, eu quero que ela saiba que eu não quero que sejamos apenas amigos, eu a amo, mas sou muito tímido, e não sei por quê.
Funeral: Anos se passaram, e eu olho para o caixão de uma garota que costumava ser minha “melhor amiga”. Na cerimônia, leram a entrada do diário dela, escrito na época do colegial. Isto foi o que leram: - Eu o admiro desejando que ele fosse meu, mas ele não me vê dessa forma, e eu sei disso. Eu quero dizer a ele, eu quero que ele saiba que não quero que sejamos apenas amigos. Eu o amo, mas sou muito tímida, e não sei o porquê. Eu queria que ele me dissesse que me ama!”

Eu queria...

“1º ano do colegial: Enquanto sentado na aula de inglês, eu admirava a garota ao meu lado. Ela era a minha tão chamada “melhor amiga”. Eu admirava seu lindo cabelo longo e sedoso, e desejava que ela fosse minha. Mas ela não me via com estes olhos, e eu sabia disso. Depois da aula, ela veio em minha direção e me pediu pelas minhas anotações, pois tinha perdido a aula passada, e eu as entreguei a ela. Ela disse “obrigada” e me deu um beijo na bochecha. Eu queria dizer a ela… Eu quero que ela saiba que eu não quero que sejamos apenas amigos, eu a amo, mas sou muito tímido.
2º ano do colegial: O telefone tocou. Do outro lado da linha, era ela. Ela estava em prantos, murmurando continuamente sobre seu coração que fora partido por seu amor. Ela me disse que fosse vê-la porque ela não queria ficar só, então eu fui. Assim que me sentei ao seu lado no sofá, eu me fixei em seu suave olhar, desejando que ela fosse minha. Após duas horas, um filme da Drew Barrymore, e três sacos de salgadinhos, ela decidiu ir dormir. Ela olhou pra mim e disse “obrigada” e me deu um beijo na bochecha. Eu quero dizer a ela…
3º ano do colegial: Na véspera do baile de formatura ela foi até o meu armário. “O meu par está doente”, ela disse; “e ele não vai melhorar”. Eu não tinha companhia. Fizemos um pacto que se nenhum de nós tivesse companhia para o baile, iríamos juntos como “melhores amigos”. Então fomos. Noite do baile: Após tudo ter terminado, eu estava em pé, parado, na porta da casa dela! Eu a fitei enquanto ela sorria pra mim e me fitava com seus olhos de cristal. Eu quero que ela seja minha, mas não pensa em mim dessa forma, eu sei disso. Então ela disse: “Foi o melhor momento da minha vida, obrigada!” e deu-me um beijo na bochecha. Eu quero dizer a ela, não quero que sejamos apenas amigos. ..
.. Dia da formatura: Um dia passou, depois uma semana, depois um mês. Antes que eu pudesse piscar, era o dia da formatura. Eu olhei enquanto seu corpo perfeito flutuava como um anjo até a plataforma para pegar seu diploma. Eu queria que ela fosse minha, mas ela não me via dessa forma, e eu sabia disso. Antes que todos se dirigissem aos seus lares, ela veio até mim em seu traje de formanda, e chorou enquanto eu a abraçava. Então ela levantou sua cabeça de meu ombro e disse: “Você é meu melhor amigo, obrigada” e deu-me um beijo na bochecha. Eu quero dizer a ela…
Alguns anos depois: Agora eu estou sentado no banco da igreja. Aquela garota está se casando agora. Eu a vi dizer “sim” e seguir em frente, rumo a sua nova vida, casada com outro homem. Eu queria que ela fosse minha, mas ela não me via dessa forma, e eu sabia disso. Mas antes que ela partisse, ela veio até mim e disse: “Você veio!”. Ela disse “Obrigada” e beijou-me a bochecha. Eu quero dizer a ela, eu quero que ela saiba que eu não quero que sejamos apenas amigos, eu a amo, mas sou muito tímido, e não sei por quê.
Funeral: Anos se passaram, e eu olho para o caixão de uma garota que costumava ser minha “melhor amiga”. Na cerimônia, leram a entrada do diário dela, escrito na época do colegial. Isto foi o que leram: - Eu o admiro desejando que ele fosse meu, mas ele não me vê dessa forma, e eu sei disso. Eu quero dizer a ele, eu quero que ele saiba que não quero que sejamos apenas amigos. Eu o amo, mas sou muito tímida, e não sei o porquê. Eu queria que ele me dissesse que me ama!”

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

"Devagar porque sou vaso trincado e vivo de querer fazer brotar flores lindas em terras inférteis. E chega de tantas perguntas por que sou pobre criatura e como tal, me reservo ao direito de nada responder. Gente estúpida essa que tanto pergunta e quer saber. Sei de mim e a insegurança é uma bela senhora de lindas pernas em corpo esguio dançando sinuosa na minha sala de visita. E há contos de fadas tão visíveis que apontaria com um dedo e lhe mostraria um mundo maior embaixo do seu nariz. Pobres desalmados que só enxergam o que vêem. Eu rio, ora por pena, ora por achar graça mesmo em gente medíocre que nada vê. E vivo por ai, a esmo, elucidando questões alheias já que as minhas não elucido nada. Uma xícara de café e uma boa dose de existencialismo, fico bom. Há quem diga que meu formato é degradante. Eu concordo. Mas não me faço confuso. Puro e simples. Sou do tipo que fala aos cotovelos, em orbita. E no minuto seguinte, sumi. Se é que deixo o minuto seguinte vir porque é tudo tão lento e sou tão eu que mesmo capaz de mim, só o meu universo inteiro. E me faço rei. Minha indigesta forma de vida. Sou rei e sou perfeito. Não questiono livro antigo porque me revelo. E que morram os modernos. E que morram os que vivem de amor em migalhas ou qualquer coisa que satisfaça. Conformados são seres insuportáveis. Se há coisa ruim ou boa ou nada, sou eterno. Dono do tempo e silencio meus segredos. Uma criatura em vértice e ainda cheia de medos. Mas de medo eu não falo. Fico mudo porque não pronuncio palavra alguma que seja estranha e inodora. Prefiro ilustração. Uma mulher nua e em carne viva me atando de nós os pensamentos e esse é o meu segredo de homem. Uma mulher que seja e filho que valha. Vivo á meu modo e vivo bem. E que se danem os invejosos. Sou bonito. Tranquilo porque sofro e não há lugar no mundo que me caiba. Sou maior que tudo. E gigante, explodo na cara de quem me contradiz. Elite de nova arte e outdoor em cidade grande. Sou outdoor em cidade grande e sexo em ninfas moderninhas que de nada valem além do afogar solitário das miudas horas. É não me punam, mas minha estupidez é macia. Porque não sou de qualquer um. Qualquer numero. Qualquer boca ou qualquer sexo meia-boca. Não sou qualquer estrofe de ritmo certo. Não alimento cortesias de mentiras. Não minto. Sou o que posso ser e, mesmo aniquilado, sou fonte de todo verbo que explode em sua boca. Sou descendente de mim mesmo. Meu nome é próprio. E a mulher que malina meus sentidos estar por vir. Não sou como voce. Sou a raça humana em sexo bicho-gente-macho que de tudo a respeito um dia será escrito."

terça-feira, 5 de outubro de 2010

"[...] Amar um homem não é o telefone que não toca, é o telefone que toca e ele tá daquele jeito que te irrita justamente porque está irritado com você e você desliga logo e ele liga de novo e vocês morrem de rir. Ah, e aí vai dando certo. Foi e foi e foi e cá estamos. Você apaga o cigarro de domingo, a luz e some. Eu escrevo esse texto na mente, tomo banho e me chacoalho. Daqui a pouco a gente, sem se dar conta de plurais e segredos, se encontra no corredor e decide o que faz do resto do dia. "

domingo, 3 de outubro de 2010

Uma lembrança e nada mais



" Hoje acordei com conjuntivite e lembrei de você. De você e da sua mania de cuidar excessivamente de mim. Estou com um olho maior que o outro. De cinco em cinco minutos, sinto que ele incha mais e mais. Tá super feio. Vermelho. E dói. Dói muito. A sensação é de queimação interna. Já sentiu? Nem queira!
Engraçado. Me faz rir tentar imaginar como você acharia graça ao me ver desse jeito. Às vezes me pergunto o que de tão bonito você viu no que há de mais feio em mim. Lembra? Meu pé gigante. Meu nariz mole. Meus sinais (que a gente brincava de contar junto e desistia no meio do caminho). Meu cabelo bagunçado. Minha teimosia. Seu olhar de reprovação quando eu fazia birra. Como eu poderia esquecer? Nossas tardes na praia. Nossas viagens. Nossas piadas e loucuras. Seu jeito de dizer que me amava. As tantas palavras ditas, mesmo que em silêncio. As três horas (clássicas!) no telefone que me traziam mais paz que um tranquilizante. Ah, você foi o amor da minha vida. E sempre será. Faça chuva, faça sol: amores a gente nunca esquece. Ainda mais quando são os mais lindos das nossas vidas. E você foi o amor mais lindo da minha vida. O amor que eu não amei. Mas que me amou do jeito mais eterno que existe. Me permitiu ser do jeito que eu sou. Me deu a mão, me mostrou uma infinidade de sorrisos, mundos, cores e sabores. Não quero pensar que tudo foi em vão. Que vai virar poeira. O que a memória ama, fica eterno. Quero lembrar sempre de você como estou lembrando agora: com suspiros de saudade (posso?). Suspiros que me remetem a lembranças mágicas.
Desculpe por todas as falhas. Desculpe pela minha inconstância. Desculpe por não ter conseguindo. Eu quis. Quis muito. Você acredita? Eu sei que sim, você acredita nas pessoas. Não queria dizer, mas - você sabe - eu não gosto de meias-palavras: hoje chorei pensando em você.
Logo em seguida minha mãe entrou no quarto, me olhou e perguntou:

- O que houve?

Respondi, baixinho:

- Essa conjuntivite chata! "
(Sinto sua falta)