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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Nostalgia.


Da as caras e some. Traz de volta todo aquele sentimento nobre. Leva toda aquela agonia embora, e some. Traz lagrimas átona e se vai. Eu estava lá, deitada no meu canto quando chegou me arrancando alguns suspiros e me envolveu. Deitou-se comigo e ali ficou – trazendo as melhores lembranças que eu guardo na memória –. Despertou o gosto daquele beijo, a sensação de estar de mãos dadas. Deixou um bilhete com o nome pendurado no meu coração. O mesmo que pulsava de forma inigualável. Dormiu apertando-me de maneira interna. Explodiu em forma de choro enrustido. Sacudiu minha mente com tom de ironia do destino. Trouxe alguns arrepios na bagagem. É fez-me reviver algo que a tempo não sentia. Agarrou-me e ali ficou, passou à noite comigo. Suspirava tentando a cada instante me fazer notar mais a sua presença. Acolheu meu coração, mesmo na hora do pranto. Na hora do rancor, fez esquecer-me das coisas ruins e cobriu-me com um manto de alegrias vividas. Tem vezes que vem e fica dias, já outras fica uma noite e some. Some no ar, como se nada tivesse acontecido. Ultimamente é contigo que eu passo minhas noites mais intimas, mas hoje, do fundo do meu coração eu lhe peço: - “Vá-se embora nostalgia”.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Pele na pele.


Era assim, todos os dias cometíamos uma loucura, mas uma loucura saudável. Pele na pele. O que nos regia era algo sempre melhor. Não vivíamos em uma constante monotonia, vivíamos a nos reinventar a cada tarde. A cada beijo o gosto era diferente, a cada toque descobria um novo arrepio, uma nova maneira de extravasar os risos que nunca foram contidos.
Sentada a beira do mar, me procurando o cheiro do seu perfume passou a me cercar. Fechando os olhos e deixando somente o perfume exalar ao meu redor, foi como se pudesse sentir aquele toque, que me arrepia da pontinha do dedinho mindinho do pé, até ao interior da minha alma. Era uma sensação de prazer, sendo apaziguada com uma sensação de leveza.
Como se estivesse a flutuar, voltei ao casulo, deite-me na cama e era como se estivesse prestes a tê-lo. Sentia aqueles lábios beijando desde meus pés até a minha testa. Desnorteada, alucinada. Os gemidos urgidos, traziam-me um prazer como se estivesse em um amor louco, desvairado. Era como se estivesse presente, prestes a surgir de trás de uma fumaça de gelo seco, me surpreendendo, me tomando em seus braços e fazendo-me mulher como tantas outras vezes. Nossa história foi o próprio poema de Luis Camões e ao mesmo tempo a velha frase de Martinha "Não era amor... Era melhor".

Entre um espaço onde estamos sós, nós dois, eu sou sua e você é meu.


"Não importa quantas bocas beijar, quantos corpos atrair. Entre quatro paredes, entre um espaço onde estamos sós, nós dois, eu sou sua e você é meu. Somente nesses momentos, depois voltamos a ser dois pássaros livres. Não digo que sou prisioneira do sentimento que sinto por ti, mas digo que sou jardineira. Cada dia o rego com uma chuvinha de amor, aqueço com um raio de sol e enamoro com um luar.
Dos beijos o teu foi o que me fez querer voltar. Dos corpos o teu foi o que me despiu e me deu confiança para me entregar. E é isso que vale à pena. Olhar para trás e ver que sim, tudo valeu à pena e que eu não me arrependo de exatamente nada.
Se você precisa partir, eu entendo. Às vezes é necessário. Se nem nos somos para sempre, o que será? Não é? Se precisar de outra para ser feliz eu também compreendo. O que pode ser bom para mim, nem sempre será para o próximo. Sempre vou ter em mente fabula quando se referirem à gente como “nós”.
Agora sou eu, o seu desenho e o desejo de que bons momentos venham a meu encontro. Para que a cada momento que surja, eu possa viver intensamente sem pensar em um amanhã em um tempo paralelo. Quero viver apenas aquele momento. Quero aproveitar cada instante que eu puder ter. "(...)E te cuida, por favor. Te cuida bem.(CFA)". Vá e sejas muito feliz, meu amor."