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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Cadê você?

O frio,desce.Aqui dentro,tudo congelado.Não consigo respirar,é muito difícil.O frio adormeceu meus sentidos.Cadê,o seu amor que não mas,me aquece?Cadê,você?
Não sei se posso aguentar tanto frio
.Em volta de mim,é tudo vazio,tudo finito.
Preciso me afastar desse amor,que parece me congelar,não consigo sair do lugar,só pensando que talvez,as coisas voltem ao lugar.
O frio me parece,algo solitário.Talvez,se eu tivesse seus pés pra me esquentar,me sentiria melhor.O
nosso fogo,apagou e não dá pra acender novamente,porque a chuva já começou.Ela veio lavar as nossas cinzas,apagar o que sobrou.
Minha face,permanece estática,na esperança de um dia,quem sabe...nem sei.
Queria pra sempre verão,queria pra sempre calor,o seu calor.
Queria ser o calor que arde em você.O fogo que faz,incendiar o passado,tornando-o cinzas,que o vento leva.
Queria ser chuva,pra tocar seu corpo e sentir o seu gosto.
Não consigo evitar.Tudo o que quero,é continuar,andar,amar,me reencontrar.Quero alguém,que me esquente em noites frias,um amor de noite e dia.
Aqui dentro,ainda continua frio e escuro,não consigo encontrar a direção.Mas sei,que um dia o sol vai brilhar,alguém irei encontrar.Mas uma parte de mim,vai sempre continuar. O frio adormeceu meus sentidos.aqui.Parada.Congelada,a lhe esperar.
Acredito,que na vida existe dias de chuva,de sol,de frio e calor.Acredito,na força do amor.Sei que o caminho pra felicidade,é longo e árduo.Sei que as folhas caem no chão,como o tempo passa e nem percebemos.Acredito,na beleza do desabrochar de uma flor.No sorriso de uma criança e na esperança.

Por vezes,deixamos que pessoas congelem nossas vidas,as tornando mais frias e sem graça.Por vezes,paramos no tempo à espera de um amor,que já passou e nem sabemos se irá voltar.
Hoje,deixe que o fogo que aquece,a vida,a alma,lhe guie.Sinta o calor da brasa,correndo em suas veias e esqueça,tudo o que já lhe fez sentir um frio solitário,tudo que já fez,aquele barulho de vento sombrio,em sua janela,lhe causando um certo medo de sair de baixo das cobertas.Saia da cama.Levante,que mesmo em dias nublados,podemos fazer primavera.Não se submeta ao que já viveu.Pois,há sempre o que se viver.


sábado, 14 de maio de 2011

Depois de todas as tempestades e naufrágios, o que fica de mim em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro.

E quem disse que a dor, não te faz crescer?
(Caio Fernando Abreu)

'A cada corte,a cada ferida aberta,a cada sangue e lágrimas que durante toda minha vida derramei, muito obrigada!
Obrigada, pois hoje tenho a prova de que amadureci,cresci como pessoa e se por vezes,ainda choro,ainda me arranho pelos espinhos que a vida impunha,é porque ainda possuo sentimentos,é porque ainda vivo.Não é porque sofri,chorei,que deixarei que levem o que mais tenho de precioso,a minha sensibilidade.A compaixão,o ato de me doar aos que de mim precisam ou os que preciso.Mas aprendi,a ter cautela.A me amar acima de tudo.Aprendi que familia,é tudo.Obrigada dor,obrigada aos sentimentos que hoje,me fizeram enxergar o que antes,não avistava.
Agradeço,por estar viva,agradeço,por ter fé e coragem de encarar tudo o que vier.
Agradeço,pois é assim,que começo a minha história.A história da minha vida.'