quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

'' Eu não quero olhar no espelho e ver você escorrer, manchando minha maquiagem. É pelo medo de cair de novo que meus joelhos tremem. Eu quero, no mínimo uma garantia. E eu só preciso me desfocar do sonho que me deixa míope e enxergar além, ou melhor: enxergar o que está na minha cara. Antes de dormir rezei, pedi a Deus que perdoe tanta ingratidão de minha parte, por não enxergar tudo de bom que a vida me oferece, e continuar aqui me lamentando e fazendo tudo por você.”

- Tati Bernardi.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Idealizando...

E agora eu não sei mais fazer outra coisa .

Não sei mais ser o que eu era antes de você, porque tudo que eu faço ou penso tem você como título . Faço tuas vontades, brigo, faço as pazes, brigo de novo . Te procuro e digo que te amo . É esse o nosso ciclo, sempre terminando numa declaração, pra depois voltar ao início mais uma vez . Não deixe que você se perca de mim, porque por mais que eu te irrite, eu estou aqui, eu não vou te deixar, eu quero cuidar de você, sabe . Porque eu não sei fazer outra coisa . Porque meus olhos não vêem outra coisa . Eu não quero outra coisa . Eu quero você . De novo e mais uma vez .

domingo, 18 de dezembro de 2011



Os casais bonitos são aqueles que acima de namorados, são amigos. Brincam, brigam, tiram sarro um do outro, se mordem, beliscam, mas se amam de um jeito que nenhuma pessoa do mundo consegue duvidar. Amor não é só beijos e amassos. Amor é cuidado, amor é carinho, amor também é amizade.
"As relações evaporam pelas coisas que calam. Com freqüência as pessoas perdoam palavras cruéis que foram ditas, mas como perdoar o que não foi dito? Como lidar com os espaços em branco?
A verdade é que toda vez que mando um sms de boa noite, durma bem, o que eu queria te dizer é que desejo uma boa noite, que você é a razão do meu sorriso bobo quando vejo alguma reportagem sobre bancos e que eu amo cada pedaço seu. Amo seu sorriso e seus dentes tão certos graças ao aparelho ortodôntico. Amo sua voz e como é discreto ao sorrir. Amo seu sotaque, seus discos, suas cores mesmo em dias nublados. Amo. Sei que gostaria de saber os motivos, sei que não entende, mas eu amo, apenas amo muito."

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Você se encaixa em mim de um jeito difícil de explicar. Você vai organizando seu corpo de forma que todas as partes dele, se encostam nas minhas. O seu braço comprido passa por debaixo da minha nuca, no vão exato da curvinha do meu pescoço. Acho que às vezes seu braço deve formigar por ser esmagado pela minha cabeça – mas você nunca reclama. A gente se deita e você, automaticamente, vai passando seu braço grande pelo vãozinho do meu pescoço, enquanto o outro se fecha por cima do meu busto. É quase uma chave de braço de amor. E você coloca sua perna pesada sob a minha minha, quase me esmagando. Se fosse qualquer outra criatura, pediria que ela logo tratasse de tirar tal peso de mim – mas do seu peso, eu gosto. É um amor masoquista. Quero suas pernas pesadas esmagando as minhas. E, se você dá bobeira, tranço logo meus pés nos seus. A gente se contorce pra achar um jeito da trança não limitar totalmente nossos movimentos. Passo meu pé, que perto do seu fica tão pequeno, por entre seus calcanhares e o ninho está feito. Sempre uso a desculpa de querer esquentar seus pés, a única parte do seu corpo que não é quentinha. A verdade mesmo é que quero grudar em você, centímetro por centímetro. E você então encaixa seu rosto na minha nuca. E respira. E o ar quente vai aquecendo ainda mais o meu corpo, que, a essa altura, já não sabe mais o que é o frio. E sua respiração alta é quase como um sonífero. É o extremo do aconchego, me mostrando que você está realmente ali. Eu amo até o ar que sai de você. E você puxa meu quadril imponentemente de encontro ao seu, formando o encaixe perfeito. A sensação da minha bunda no seu pau seria extremamente erótica, se não fosse o conforto proporcionado por essa posição. Nessas horas, o sexo, que, em alguns momentos, parece latejar nas nossas veias com a urgência de quem precisa de oxigênio para funcionar, de repente não parece mais tão urgente assim. De fato, ele vira coisa secundária, coadjuvante, diante do aconchego que o seu corpo grudado no meu proporciona. E nessa vida na qual mata-se um leão por dia, na qual sabe-se de cor em quem se pode confiar, e na qual por tantas vezes nos sentimos fracos e desamparados em meio a um oceano de gente, esse conforto é coisa rara. Cada centímetro do meu corpo venera cada centímetro do seu. Dali, friagem nenhuma se aproxima. E eu me recuso a pensar que aquilo não é amor. Talvez o amor que as pessoas busquem tanto, esteja nos micro-prazeres escondidos por trás das delicadezas da vida e do encaixe das conchinhas. E aí tenho certeza que naquele momento, a energia que borbulha dos nossos corpos colados nada mais é do que o amor transbordando. Me esforço pra continuar acordada, sentindo cada segundo daquilo que me completa, que me faz bem. É como celular na tomada recarregando a bateria. Mas, o injusto da conchinha é que ela alcança um nível tão alto de conforto, que já não é mais possível manter os olhos abertos. Naquele estágio entre a consciência e o sono profundo, penso pela última vez no dia que, com ou sem sexo, gosto profundamente de você. E ouvindo a sua respiração igualmente profunda, sintonizo a minha com a sua, e adormeço.

sábado, 26 de novembro de 2011

Já tinha um mês e resolvi ir nessa festa com cara de festa de gente doida que você vai.
Toda pessoa de cabelo grisalho que entrava eu achava que era você. Assim como acho quando estou na rua, no supermercado, na fila do cinema, dormindo. Virei uma caçadora de pessoas grisalhas Virei uma caçadora de você em todas as pessoas. Então você chegou na festa. E eu apenas sorri e sorri e sorri. Porque era isso.
Eu queria te ver apenas. A dor numa caixinha embaixo dos meus pés e eu mais alta pra poder te abraçar sem dor, perto da sua nuca e por um segundo.
Eu te acho bonito de formas tão variadas e profundas e insuportáveis. Definitivamente, sua beleza me incomoda, muito!
Eu vejo você parecendo um leãozinho no fundo da festa. Suando e analisando. O rei escondido escolhendo a presa que não vai atacar. Com sua eterna tristeza cheia de piadas afiadas. Suas facas afiadas de graças para defender as tristezas que nadam baixas nos seus olhos de quem não quer fazer mal. Mas faz. Seus olhos. Em volta um riozinho melancólico e no centro o sol feliz e novinho chegando. E tudo isso vem forte como um soco de buquê de flores de aço no meu estômago.
E eu quero ir até você e te dizer que eu sei que você desmaia quando faz exame de sangue, que não suporta dor, que tofa vez que passa mal só liga pra mim. E como eu gosto de você por isso. E como eu queria tirar todo meu sangue em pé pra você jamais cair. E como eu gosto de você por causa do e-mail que você mandou pro seu amigo com problemas. Como gosto quando você lembra de alguém e precisa demonstrar naquela hora porque tem medo da frieza das suas distrações. Suas listas de culturas e atenções. Os vasinhos. Os vasinhos coloridos da cozinha me matam. A história do milagre que te salvou da queda da estante. Você arrepiado falando em anjos. Essas suas delicadezas em detalhes dormem e acordam comigo. Acariciam e perfuram meu peito vinte e quatro horas por dia. Uma saudade dos mil anos que passamos, ou das três semanas. A loucura de gostar tanto pra tão pouco ou simplesmente a loucura de tanto acabar assim.
Fora tudo o que guardei de você, me restou a consideração que você guardou por mim. Sua ligação depois, quando me encontra. Sua mão estendida.
Sua lamentação pela vida como ela é. Sua gentileza disfarçada de vergonha por não gostar mais de mim. A maneira que você tem de pedir perdão por ser mais um cara que parte assim que rouba um coração.
Você é o mocinho que se desculpa pelo próprio bandido. Finjo que aceito suas considerações mas é apenas pra ter novamente o segundo. Como o segundo do meu nariz na sua nuca quando consigo, por um segundo, te abraçar sem dor. O segundo do seu nome na tela do meu celular. O segundo da sua voz do outro lado como se fosse possível começar tudo de novo e eu charmosa e você me fazendo rir e tudo o que poderia ser. O segundo em que suspiro e digo alô e sinto o cheiro da sua sala. Então aceito a sua enorme consideração pequena, responsável, curta, cortante. Aceito você de longe. Aceito suas costas indo. Aceito o último cacho virando a esquina. O último fio preso no pé da minha cama. Não é que aceito. Quem gosta assim não come migalhas porque é melhor do que nada, come porque as migalhas já constituem o nó que ficou na garganta. Seus pedaços estão colados na gosma entalada de tudo o que acabou em todas as instâncias menos nos meus suspiros. Não se digere amor, não se cospe amor, amor é o engasgo que a gente disfarça sorrindo de dor. Aceito sua consideração de carinho no topo da minha cabeça, seu dedilhar de dedos nos meus ombros, seu tchauzinho do bem partindo para algo que não me leva junto e nunca mais levará,
seu beijinho profundo de perdão pela falta de profundidade. Aceito apenas porque toda a lama, toda a raiva, todo o nojo e toda a indignação se calam para ver você passar.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Ele comia a professora de Power Ioga do 43, comia a ex-semivirgem que de tão magra a gente via os pêlos pubianos, porque o osso da bacia levantava o biquíni, e comia até a Rose, mãe da Paulinha, mulher casada havia doze anos e meio e que vivia suspirando e esticando os pés de galinha no espelho do elevador.Um belo dia, o porteiro encheu os olhos de via e contou pra minha empregada: “Ele comeu a dona Silvia na escada do prédio”.Dona Silvia não prestava nada, até cantavam pra ela da quadra lá de baixo: “Ô Siiiilvia, piraaaaanha”. Coisa que os pais devem ter ensinado, porque essa música é velha demais para estar na boca de adolescentes espinhentos que batem Playstation todos os dias. O fato é que o porteiro encheu muito os olhos de vida e continuou: “deu pra ver tudo pela câmera de segurança ela ficou de quatro e ele mandou ver.. uma, duas, três vezes”.Não sei ao certo que máquina sexual em forma de vizinho pagava uma caixinha para o porteiro sair falando pelo prédio espalhando tantos elogios ao seu desempenho, e por isso mesmo comia todo mundo, ou se aquilo era apenas uma conversa corriqueira na porta da minha cozinha, entre uma canção e outra da rádio Evangélica da Maria. Só sei que comecei a gostar tanto do papo que até sentei para ouvir melhor.O porteiro soltou uma imensa gargalhada, transbordou de vez uma louca vida dos seus olhos, e concluiu: “antes de largar a dona Sílvia lá, caída no chão, ele fez um tchauzinho para a câmera de segurança, a gente tava tudo lá, e os outros, e aplaudimos o seu Flávio de pé.

Eu não precisava ouvir mais nada, estava decidido, ia dar pra esse cara, esse cara era o cara, era o comedor, era o homem perfeito para gente se divertir um pouco enquanto o amor não vem. Era o cara capaz de esquecer o romantismo e celebrar a vida mundana.Sim, eu sou uma nova mulher, uma mulher que faz curso de astrologia, ioga, meditação, mitologia. Uma supermulher decidida a morar sozinha, a ser feliz sozinha, decidida a viajar pela Europa, decidia a nunca mais ter emprego idiota que não permita cursos divertidos, viagens e curtir a minha plena existência. Independente, espiritualizada, analisada, madura… mas francamente: o cara mandou uma, duas, três na escada, e ainda deu tchauzinho para as câmeras? Que se dane o espírito e a evolução, meu ego precisava trepar com esse ser divino e pronto.

Usei a minha tática predileta para comer um homem: um dia, como quem não quer nada, numa dessas cruzadas pelo estacionamento do prédio, comentei que era escritora. Não sei explicar o que acontece quando um cara descobre que eu escrevo, é mais de meio caminho andado para querer desesperadamente me conquistar.Não sou promoter da Lótus nem faço “superinsane guetto no brain mega popstar da super gatas iradas da festa do branco do Sirena”, sou apenas uma escritora que sente a bunda flácida de frente pro laptop e escreve a porra do dia todo. Mas eles não estão nem aí, eles querem comer minhas personagens, minhas putarias, minhas neuroses a fotinha que sai na coluna da VIP, minhas fãs do Orkut, minhas estranhezas, o glamour da licenciatura, sei lá… “Uma loirinha jeitosinha e ainda sabe escrever mais de um parágrafo sem falar ‘tipo assim, irado’? Desse tipo assim ainda não experimentei”.Não deu outra. No mesmo dia, provavelmente após ele ter lido alguma coisa minha (claro que dei todas as pistas), chegou um longo e-mail com mil elogios à minha sensibilidade e um amável convite para irmos jantar no dia seguinte.Topei e corri para o armário: o homem deu uma, duas, três na escada e ainda deu tchauzinho para as câmeras merecia a produção mais sexy do mundo. Achei estranho quando as flores chegaram pela manhã e mais estranho quando ele abriu a porta do carro para mim. Mas tudo bem, daqui a pouco, o macho animalesco ia surgir e me comer em cima do capô, atrás da igreja ou no banheiro do restaurante. Aquilo tudo era figuração para prorrogar o clímax e torná-lo ainda mais feroz.Fez questão de pedir um vinho chique de uma uva sul-africana chique e ainda pediu que acendessem as velinhas da nossa mesa. Segurou nas minhas mãos, brilhou os olhos e falou cheio de ternura: “ontem você me fez chorar”.Não, não, ele só pode ter confundido o verbo, provavelmente quis dizer: me fez gozar, me fez ficar louco, me fez ter que dar uma, duas, três no banho, me fez qualquer coisa mais animadinha… mas chorar?Ele continuou: “sabe, não agüento mais essas conquistas vazias pelo mundo afora, o sexo sem alma, a falta de companhia inteligente para uma vida”.Mas justo na minha vez? Poxa, a professora de ioga tinha gritado tanto na sauna que deu pra ouvir até no quarto andar seus mantras. Depois ele desvirginou a modelete ossuda que vivia pagando de gatinha e até eu queria pegar, depois quebrou o galho da Rose que via o mesmo pinto mole havia mais de doze anos, e fechou com chave de ouro comendo a Silvia, tal qual uma cadela. Justo na minha vez ele queria filminho do Hugh Grant embaixo do edredom?
O que eu tinha feito para merecer tanto desprezo?“Olha, eu vi em você o que sempre procurei em uma mulher: profundidade”. Então, amigo, isso mesmo, profundidade, não vai querer conhecer a profundidade agora embaixo da mesa?Ele passou a noite toda olhando nos meus olhos, sem desviar um segundo para meu decote, Contou da separação dos pais, da dificuldade da irmã em engravidar (aproveitando para deixar claro que está louco para ser pai) e quanto amava os cachorrinhos, a natureza e o amor.Quando finalmente chegamos juntos ao elevador do nosso prédio, ele apertou seu andar e o meu, matando de vez qualquer esperança de ser devorada loucamente aquela noite. Se despediu com cara de bobo e ainda mandando mensagem de texto pelo celular quando eu já estava frustradamente deitada na minha cama: “foi uma das melhores noites da minha vida”.Dormi mais uma vez me sentindo usada pelos homens.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

"Há meses não havia sol, ninguém mandava notícias de lugar algum, o dinheiro estava no fim, pessoas que eu considerava amigas tinham sido cruéis e desonestas. Pior que tudo, rondava um sentimento de desorientação. (...) Eu sentia profunda falta de alguma coisa que não sabia o que era. Sabia só que doía, doía. Sem remédio."


(Existe sempre alguma coisa ausente. Caio F. in: Pequenas Epifanias. Ed. Agir, p. 100-101)

terça-feira, 8 de novembro de 2011

O choro secou.

O choro secou. Um outono doce impera com seu aconchego de amor e lucidez, suaves. E esse abraço aveludado que chegou repentinamente, num calorzinho de cuidados e curas. Não restam mais feridas. A dor perdeu seu lugar na minha rotina e foi procurar outros rumos. Tenho novos sonhos e um sono novo e profundo. Suavemente tudo mudou de ritmo e celebrei o tempo de cada novo passo. A princípio tive tanta ansiedade, porque tudo parecia um turbilhão, mas de que adianta tentar pular aprendizados? Se é de poesia que o poeta precisa, vamos a ela e não mais à repetição de uma melancolia eterna e bem aprimorada. Chuva e sol, calor e frio: eis o equilíbrio da vida. Se eu nasci com o sorriso mais largo do mundo, não vou entristecer o meu olhar nem anestesiar minha alegria. O choro secou. Já era tempo de prestar mais atenção em outras cores, promover como prediletas outras flores e entrar no mar sem medo, furando a onda com respeito e repetindo a cena com entrega e confiança. Nada ficou fragmentado. Saí inteira e o amor em mim transborda: pele aceitando carícia, olhar brilhando com a menor das delícias. O toque é novo e a respiração tranqüila. Às vezes ainda ofego um pouco, mas quem disse que artista nasceu para sentir pouco? Importante agora é que o choro secou. Antes o meu pranto era cego. Tive que olhar longamente no espelho pra saber o que ainda poderia resgatar de mim. Não quis nada do que restou, quis o meu sorriso novo, minhas portas abertas e a vontade de saltar novamente no desconhecido. E hoje eu só choro se for de alegria.

A mudança necessária.

Talvez haja muita acidez na lucidez, talvez haja a percepção de detalhes das belezas que nunca reparamos. Quando estamos num turbilhão emocional, as imagens turvas pedem anestesias e a gente acha que obtém algum controle sobre as coisas, porque pensamos que podemos deixar pra cuidar da nossa vida amanhã. Mas à medida que protelamos nossa transformação, à medida que adiamos nossa mudança, adiamos também uma forma nova de sentir outras alegrias. E fechamos os olhos pra quem está ao lado, ou banalizamos um possível encontro que poderia desencadear uma história mais bonita. Ter a felicidade como um propósito, é a coisa mais difícil que conheço. Estamos sempre fugindo de nós mesmos e nos julgamos espertos demais com a porção de pequenas mentiras que nos inventamos. Mas a angústia que vem disso não nos deixa esquecer que só estamos adiando um processo precioso e delicado demais já que podemos continuar nos anestesiando. É preciso estar pronto, mas estar pronto também é transitório. E é preciso lucidez e coragem pra enfrentar o nosso pior inimigo: nós mesmos. Admitir que estamos nos fazendo mal com alguns hábitos ou relacionamentos destrutivos é assustador. E muitas vezes a sensação de impotência é o que impera. Somos imediatistas demais e não queremos sentir dor. Camuflamos nossa infelicidade da forma mais adequada que podemos. E passamos boa parte da vida sendo quem não somos. Até que nos esquecemos de quem somos e vivemos aquela máscara social por tempo demais, mas sempre com aquela sensação de que alguma coisa está fora do lugar, nutrindo relações vazias e breves com medo de sermos descobertos.

Quando entrei em reclusão para organizar o que estava fora do lugar, tive uma das piores sensações da minha vida: era uma espécie de crise de abstinência e a bagunça estava tão arraigada que eu não sabia por onde começar a arrumar as coisas. Foram noites e dias enfrentando a vida de peito aberto, e sangrava. Eu chorava baixo e pedia paciência. E tinha pesadelos todas as noites. Acordava cansada e com o olhar mais triste que já tive.Até que tudo foi se ajeitando aos poucos, dentro do meu tempo e dos meus limites. Eu estava num processo de cura e não percebia.Mas estava buscando avidamente ser quem eu realmente era, ou pelo menos, melhor.

Hoje, eu consigo olhar pro meu passado como uma espectadora. E apontar cada detalhe e cada erro e acerto e cada instante e sensação e fuga. As projeções que fiz, as dependências que criei, as compulsões que tive, hoje são um presente de maturidade e otimismo. Porque comecei a atrair pessoas, histórias e assuntos mais leves, saudáveis. E criei pra mim uma rotina de paz, e deixei de admirar muita gente e a apreciar outras.E vivi muita solidão, muita solitude, muito aconchego também.

Hoje sou tão grata por tudo que doeu, por tudo que sangrou, pelo sono perdido. Retomei o controle da minha vida e estou sendo amada de uma maneira que me deixa mais segura. Perdi meus medos, sobrou apenas a minha fobia de altura. E, por menos que eu tenha escrito, a poesia sempre esteve em mim.

Brindo com vocês esta fase nova em que ,finalmente, conheci a tranqüilidade. Se eu tinha esquecido desta frase, hoje eu posso repetir com o coração cheio de certeza: TUDO VAI DAR CERTO SEMPRE, porque a vida se encarrega das coisas e ela nos compensa com ela mesma.


Obrigada a vocês, ao Universo e a todos os amigos que respeitaram minhas etapas com compreensão e paciência. E obrigada também a mim, que tive coragem e escolhi sobreviver a tudo.
Eu sei que não foi você que desarrumou minha vida e fez essa bagunça toda que tive que arrumar gradualmente enquanto cuspia minha raiva, minha dor, mas, por favor, para entrar aqui agora é preciso pés descalços e nenhuma armadura. É por eu não ter deixado de confiar nas pessoas que te peço isso. Não existe tristeza em mais nenhum canto desta casa, tudo foi limpo e adornado com amor, saiba receber esta dádiva. Não quero saber agora o que você traz do seu passado enquanto a água do chá ferve, e também não me pergunte o que me aconteceu para que eu esteja assim, tão direta. É possível que eu te convide pra dormir aqui esta noite ou te mande embora às três da manhã, espero que não se aborreça ou crie expectativas enquanto ponho a erva doce na água quente. Eu não tenho açúcar, empedrou desde que. Enfim, você quer com ou sem adoçante? Não me prometa nada, eu vivo um dia de cada vez, só tenho memória recente. Sobre ontem, pouco lembro, sei que fui dormir e antes conferi se todas as portas estavam trancadas e se eu estava feliz. Também sei que ainda era cedo, e que fazia muito frio. Mas, sim, eu estava feliz.

Vou deixar apenas a luz do abajur acesa, e o seu cd de jazz tocando bem baixinho pra que eu escute como foi seu dia e o que você gosta de ler. Não é que eu não goste de me expor, mas a semana passada já faz muito tempo pra mim. Mas se te interessa saber, meu coração está desocupado e eu gosto quando você me abraça forte. Talvez isto seja o suficiente para que você chegue mais perto de mim e conviva sem se incomodar com o silêncio que eu carrego nos olhos. O que me atraiu em você foi a sua beleza física com esta sensibilidade e inteligência juntas.Mas aprendi a descartar até essas qualidades em um homem se não houver essa nudez de alma. Os inteligentes podem ser muito espertos e cruéis. Os bonitos podem ser uns tolos. E os sensíveis, muito dramáticos. Eu não estou endurecida, só aprendi a observar com certa malícia, preservo minha inocência, mas me arrancaram a ingenuidade à força, disso eu lembro. Não me fizeram mal algum, nada que não houvesse a permissividade da minha carência. A responsabilidade também foi minha. Você está confortável nesta posição? Aprendi a me enroscar num outro corpo como se eu fosse uma extensão dele. Eu gosto de me aninhar no afeto, nasci para ser acariciada antes, durante e depois do sexo. Mas hoje talvez eu queira que você vá pro seu apartamento_ me deu vontade de escrever alguma coisa sobre a sua voz, antes que ela fique no passado.

Se quiser esquecer seu cd, talvez eu te convide pra jantar amanhã. E te leia alguma coisa mais doce que aquele açúcar empedrado. É que eu ainda não esqueci como se escreve o começo de um romance. Só aprendi que o interesse do leitor vai depender da minha primeira frase.

Então eu prefiro que você volte amanhã. É que eu preciso sentir saudade antes de me apaixonar.

domingo, 30 de outubro de 2011

Ela chorava, mas não era fraca. Ela era boa, mas não era ingênua. Ela caiu muito, mas aprendeu a derrubar.
Corte com as coisas do passado. Alimentar paixões antigas só vai fazer com que se sinta nostálgico e deprimido.

domingo, 23 de outubro de 2011

Meu lado 'mulherzinha'.

Deixa eu só pontuar uma coisinha com você: eu não gosto de ser o homem da relação. Eu sei fazer tudo que um homem faz (quase tudo), mas eu gosto que façam por mim. Eu não vou trocar o pneu do meu carro na sua frente, apesar de eu fazer isso muito bem. Eu não vou dirigir enquanto você me olha. Sim, pode me chamar de machista, mas eu gosto de ser o lado frágil da relação.
Eu gosto que você abra a porta do carro, mesmo que seja só de vez em quando pra me agradar. Eu gosto que você dirija o meu carro, mesmo que eu faça isso melhor que você. Eu gosto que você carregue as sacolas de supermercado, mesmo que eu aguente todas elas. Eu gosto que você me leve ao médico quando eu fico doente, mesmo que eu consiga ir sozinha. Eu gosto que você me apóie quando eu estou triste, mesmo que seja por uma coisa aparentemente sem importância.
Eu gosto de ser cuidada por alguém. Gosto de ser o lado mulherzinha da relação. Gosto que você faça os planos. Que você escolha o destino. Que você trace os roteiros. Que você assuma o comando. Que você me guie (mesmo que eu não te siga). Eu gosto de alguém que eu possa admirar. De quem eu tenha orgulho. Gosto que você saiba aonde vai me levar sábado à noite. Eu gosto de ser conduzida.
Detesto homem sem vontade própria. Detesto as respostas do tipo “você que sabe” quando eu pergunto uma coisa simples como “onde você quer sentar?”. “Você que sabe”??? Como assim eu que sei onde você quer sentar? Não era pra cada um saber o que cada um quer?
Detesto homem sem atitude. Sem vontade. Detesto homem frouxo. Detesto homem indeciso. Inseguro. Insegurança acaba com qualquer tesão. E nem estou falando de sexo.
Me proteja. Faça eu me sentir segura do seu lado. Seja meu ponto de partida e meu destino final. Segure a minha mão. Me pegue no colo quando eu precisar. Seja meu colo. Abra um guarda-chuva pra mim quando for chover. Me abrace quando eu chorar. Diga que tudo vai dar certo mesmo que você não faça a mínima idéia do que está falando. Fique do meu lado quando eu precisar de você, mesmo que você não saiba o que me dizer. Porque eu vou estar do seu lado nos momentos bons e nos momentos ruins. Posso trocar os quatro pneus do seu carro se, por algum motivo, você não puder fazer isso. Mas enquanto isso, seja gentil. Seja cortês. Seja cavalheiro. Seja um gentleman. Seja o homem da relação.
Eu acho que um dos maiores charmes de um encontro de amor é a admiração que cada um sente pelo jeito inexato como o outro é, mas capaz de fazer florir deleites na alma com rara exatidão.
Você descobre que deixou de amar um homem quando perde a admiração por ele.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Nada é impossível!

Com os olhos de quem quer ter uma oportunidade
Com os olhos de quem quer ter uma vida de verdade
É assim que eu olho, é assim que eu vejo
Grande eu penso, grande almejo

Quem eu sou conquistar e saio pra lutar
Chega mais longe tem gente que nem quis tentar
Multiplica seus talentos, não enterra não
Se não na hora da verdade vai ser móh decepção

Tente correr, tente superar, pode doer, não vou
brecar
Minha ordem e progresso deixa que eu mesmo faço
Boto fé em Jáh e força nos meus braços

As muralhas que eu puder eu mesmo derrubo
Aquelas que não der Deus põe no chão pra mim
Nem preconceito, nem racismo
Nem inveja,
nada me para antes do fim
Nem olho gordo, nem conspiração
Patifaria bate na minha porta e cai no chão
Eu chuto pra longe toda a má vibração

Eu sou mais que vencedor
Nada nessa vida é impossível pra mim
Eu nasci pra conquistar
Nada nessa vida é impossível pra mim
Nada Nada nessa vida é impossível pra mim

Impossível é uma palavra muito grande que gente
pequena usa pra tentar nos oprimir
Impossível é uma palavra muito grande que gente
pequena usa pra tentar te oprimir

Mas a vida ensina, só eu sei o que passei
A vida não é fácil mas eu tô ligado eu sei
Eu sigo meu caminho tô firmão tô ai
Não há nada nessa vida que me faça desistir
São várias fitas e só segura quem é nobre
Força de vontade e pensamento forte
Erga a mão pro alto faça diferença
Fique sempre em paz com a sua consciência

No caminho certo em direção ao futuro
Cantando com alma e sentimento puro
Música e cultura pra fugir da miséria
Uma das poucas opções porque aqui a coisa é séria

Você é o maçarico eu vou deixar a chapa quente
Eu tenho fé em Deus e o poder da minha mente
A mil e mil anos tamo aí virando a mesa
Carta na manga pro elemento surpresa
Se disserem pra você que você não vai conseguir
Deixa prá lá deixa prá lá deixa sorrir
Já disseram isso pra mim e hoje eu tô com o microfone
Porque a vida da o caminho pro sujeito homem

Impossível é uma palavra muito grande que gente
pequena usa pra tentar nos oprimir
Impossível é uma palavra muito grande que gente
pequena usa pra tentar te oprimir

Mas a vida ensina, só eu sei o que passei
A vida não é fácil mas eu tô ligado eu sei
Eu sigo meu caminho tô firmão tô ai
Não há nada nessa vida que me faça desistir
São várias fitas e só segura quem é nobre
Força de vontade e pensamento forte
Erga a mão pro alto faça diferença
Fique sempre em paz com a sua consciência

No rigue, na pista ou na vida
Eu sou especialista nóis aqui não brinca
Só espartano que não fonge do bang
Então cola com nóis e aumenta a gangue

Bang Bang Bang Bang
Cola com nóis e aumenta a gangue

Quem melhor, do quem levou na pele
Pra poder falar pro povo que é na alma a solução
Quem melhor, do que nossa gente unida
Pra estancar essa ferida da discriminação
Quem melhor, do que os filhos da miséria
No farol a sua espera pra te deixar sobre pressao
Quem melhor?...
Firmeza na Rocha...
Fé no Redentor...
Eu apenas queria que você soubesse
Que aquela alegria ainda está comigo
E que a minha ternura não ficou na estrada
Não ficou no tempo presa na poeira

Eu apenas queria que você soubesse
Que
esta menina hoje é uma mulher
E que esta mulher é uma menina
Que colheu seu fruto flor do seu carinho

Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta
Que hoje eu me gosto muito mais
Porque me entendo muito mais também

E que a atitude de recomeçar é todo dia toda hora
É se respeitar na sua força e fé
E se olhar bem fundo até o dedão do pé

Eu apenas queira que você soubesse
Que essa criança brinca nesta roda
E não teme o corte de novas feridas
Pois
tem a saúde que aprendeu com a vida

Presente



“Existe somente uma idade para a gente ser feliz. Somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-los a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.

Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda a intensidade, sem medo nem culpa de sentir prazer.

Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança, e vestir-se com todas as cores, e experimentar todos os sabores, e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor.

Tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda a disposição de tentar algo novo, de novo e de novo e quantas vezes for preciso.

Essa idade tão fugaz na vida chama-se presente e tem a duração do instante que passa.”

domingo, 16 de outubro de 2011

Eu penso que estou ficando velha desde que eu tinha 15 anos de idade. Hoje, praticamente uma anciã, sinto sinais claros de envelhecimento. Não que meu espelho esteja acusando alguma coisa. Minha pele continua lisinha apesar de tanto sol e quase nenhum protetor solar. Meu corpo está melhor hoje do que quando eu tinha 15, porque me acostumei a ser magra e não fico enchendo o saco da minha mãe, querendo engordar. Meu cabelo finalmente saiu do amarelo loirissímo periquita para um tom que combina mais comigo. A gente vai criando certas noções com o tempo. E, talvez, esses sejam os sinais mais evidentes de que estamos envelhecendo.
Depois de muitos carnavais, acampamentos e festas com pessoas que nunca fizeram a mínima diferença na minha vida, eu comecei a só beijar pessoas que vão fazer alguma diferença. Depois de me envolver com caras bacanas e caras idiotas, caras legais e caras chatos, caras sarados e caras flácidos, comecei a perceber que o cara certo não tem um rótulo. Ele simplesmente te quer. A idade, ou a maturidade, ou o envelhecimento... ou seja lá o que for, me fez perceber que é muito adolescente esse negócio de querer quem não quer a gente. Hoje, se o cara não me quer, sinto muito. Vá se catar, ou catar outra pessoa. Sei exatamente o que quero pra mim. E, definitivamente, quero alguém que me queira.
Mas o sintoma mais grave de envelhecimento está por vir: ando fazendo compras pra casa. Isso mesmo. Já faz algum tempo que caminho pelas lojas e só me interesso por edredons, lençóis, travesseiros, conjuntos de toalhas e tapetes para banheiro. Me atraio por louças e toalhas de mesa. Que pessoa da minha idade gasta tempo e dinheiro com coisas de casa se ela não vai se casar nem está mudando de apartamento? Sim, uma pessoa que se casou com ela mesma.
Uma pessoa que herdou uma cama de casal pra dormir sozinha. Que comprou lençóis brancos e um edredom de 2,80m pra esquentar ela mesma. Uma pessoa madura o suficiente pra gostar da sua própria companhia. Uma pessoa que não ocupa o espaço sobrando na sua cama com pessoas que sobram na sua vida. Uma pessoa que também não vai ser sobra na vida de ninguém. E, sim, essa pessoa sou eu.
Envelhecer tem seu preço. Você fica muito mais exigente. Você quer lençóis 100% algodão com num sei quantas centenas de fios (entendo tudo de lençol agora!). E você não importa de pagar mais caro por isso. Você quer um cara que seja 100% seu (continuo sem entender nada de homens!). E você vai pagar o preço que for pra isso. Você exige qualidade e durabilidade. Exige material de primeira linha. Você não compra mais roupa de cama que acaba na primeira lavada. Você não tolera relacionamentos que desbotam depois da primeira noite. Você não quer tecido que tenha nem 10% de poliéster. Não quer 15 caras te ligando se nenhum deles te interessa.
Ando nessa fase de lua-de-mel com a cama nova e comigo mesma. Curtindo minha própria companhia. Mudando os móveis de lugar. Jogando fora os lençóis velhos. Dando pros outros os relacionamentos antigos que eu não quero mais. Me reciclando. Amadurecendo. Tecendo meu casulo novo pra criar asas e virar borboleta. Passando por um processo de transformação pra crescer. E o melhor disso tudo? Esse é o tipo de casamento que dura pra sempre.
Acredito que todo mundo uma vez na vida já teve uma amiga invejosa, ou que quisesse puxar seu tapete, ou que desse em cima do seu namorado. Ou que, simplesmente fosse uma pessoa que se dizia sua amiga mas não era. Ou aquela “amiga” que parecia um corvo de filme de terror e tudo que você contasse pra ela dava errado. Já teve uma amiga assim? Então você sabe do que eu estou falando.

Tem gente que não sei. Tem uma energia ruim. Não sei explicar. Tudo na vida da pessoa dá errado. A vida dela parece um inferno. A casa já foi roubada. O irmão morreu afogado. A mãe tem problemas com drogas. O carro, já bateu duzentas vezes. A placa foi clonada. A cabeleireira errou na química e destruiu o cabelo. Tudo – mas tudo – acontece com ela. Namorado, já trocou cinco vezes no ano e nada dá certo ou vai pra frente. Doença é uma por semana. É um verdadeiro mau agouro a vida da pessoa.

E esse tipo de gente, não sei. De novo, não sei. Parece que esse tipo de pessoa atrai coisa ruim. Atrai doença, desastre, acidente. Já conheci três pessoas assim na vida. E elas espalham o mau agouro por onde vão. As coisas vão dando errado pro resto da família. Como um dominó que vai derrubando um por um em seguida.

Esse tipo de gente negativa geralmente faz amizades por motivos diferentes dos nossos. Não, elas não querem a nossa companhia. Não precisam dos nossos conselhos. Elas simplesmente precisam da gente. Precisam da gente pra ouvir seus lamúrios e reclamar da vida. E o pior: elas querem te ver reclamar. Não, elas não agüentam te ver feliz. Não, elas não admitem que nada dê certo na sua vida. Sim, elas vão sempre ver o lado negativo de tudo – absolutamente tudo – que você comentar que vai fazer. Elas estão sempre te dando conselhos pra te fuder e te ver no fundo do poço (mas na hora que você está precisando de conselho, você não consegue perceber isso).

Esse tipo de gente adora te ouvir. São capazes de te ouvir por horas se você quer reclamar ou lamentar a vida. Vão te ouvir eternamente se você quer falar mal dos homens, ou do quanto sua vida anda ferrada ou do tanto que você se deu mal no novo emprego. Ou simplesmente falar mal de algo ou de alguém. Mas não ouse falar do tanto que seu trabalho novo é incrível, que sua amiga nova é legal ou que seu namorado é bacana. Você vai ouvir um “que bom” ou simplesmente um pitaco errado. Um palpite sobre algo, mesmo que elas não façam a mínima idéia do que estão falando. Sim, elas entendem de todos os temas do universo. E sempre acham um defeito em tudo. Tu-do. Essas pessoas têm uma lente de aumento que funcionam só pras coisas ruins. Um amplificador de desgraças.

De gente assim, já deu pra mim. Cansei de compartilhar a infelicidade alheia, até mesmo quando a infelicidade nem existia. Cansei de ver o alheio querendo refletir sua infelicidade em mim. Cansei de ouvir que “não vai dar certo”, que “você não está bem”, que “não é pra você”. Essas pessoas são suas melhores amigas quando você está na lama. Conhecem, de cor, uma lista de remédios pra depressão e vão falar que você precisa de pelo menos uns três desses. Mas elas não querem resolver
o seu problema, não suportariam te ver feliz. Elas só precisam de companhia pro problema delas.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011









Hoje eu chorei de saudades...

Não é fácil, muitas vezes eu me sinto sufocar de saudade, de vontade de estar perto.

Jesus é meu advogado fiel!

Não vou me preocupar com as perseguições
Com as pedras que me lançam, Jesus está por perto
Eu posso confiar, eu posso descansar, Jesus está por perto

Pra falar atire a primeira pedra
Aquele que não tem pecado, aquele que não erra
Pra me defender diante do inimigo
Tomar minha dor, pra chorar comigo
Pra me sustentar debaixo de Tua destra
Isso é fato consumado,
os meus casos impossíveis
Serão sempre encerrados pelo meu advogado ...

Meu advogado é o meu Senhor
Ele me defende do acusador
Minha causa entreguei em Suas mãos
Posso descansar o meu coração
Minha audiência ele já marcou
E garantiu de novo que eu serei o vencedor
Meu advogado mora lá no céu
Verdadeiro justo, pra sempre fiel

Advogado fiel, advogado fiel
O meu Jesus é pra mim
Advogado Fiel ...

Senhor, eu confio em Ti!

Eu sei que a caminhada
É tão difícil de seguir
É tão bom estar sorrindo
Quando tudo vai bem
Eu quero ver tua fé
Quando o mundo te esquecer
Lembrarás que Eu Sou o teu Deus

Deixarás te levar? (Confio em Ti)
Vai em Mim descansar? (Confio em Ti)
Lembrarás das promessas que Eu te fiz? (Que eu te fiz)
Quando for impossível (Clamarás À Mim)
Clamarás à Mim?
Lembrarás que Sou teu Pai
não me esquecerás?
Senhor eu confio em Ti

E se chorares, (Confio em Ti)
E se te machucares, (Confio em Ti)
Lembrarás das promessas que Eu te fiz?
(Que eu te fiz)
Quando for impossível (Clamarás à Mim)
Clamarás a mim?
Lembrarás que sou Teu pai ou me esquecerás?
Senhor eu confio em Ti

Pai eu confiarei, Pai eu confiarei.

Meu milagre vai acontecer. Ninguém pode impedir o agir de Deus!

O meu Deus fez o mar se abrir diante do Seu povo
No deserto, água de uma rocha Ele fez sair
Só Ele tem toda autoridade e poder
Não há nada que impeça quando Deus quer fazer
E hoje Ele vai realizar mais um milagre aqui

O milagre vai acontecer, ninguém pode impedir
Quando Deus quer agir
Quando Ele ordena, cai muralha
Enfermidades são curadas
As cadeias são quebradas pelo Seu poder

O milagre vai acontecer, ninguém pode impedir o agir de Deus
Quando Ele ordena, o coxo anda, o mudo fala
O cego enxerga e o morto se levanta e glorifica a Deus

Ele sabe tudo que você está passando
Quando o coração está ferido e até mesmo chorando
Mas hoje Ele vai mudar a tua história
Confia, pois é grande a tua vitória
E o milagre que você espera vai se realizar

É o Deus do impossível que está neste lugar
Receba, irmão
É só abrir o coração e deixar Deus operar
Levante as mãos para adorar
Curas e libertação estão acontecendo aqui
Esse é o mover de Deus
Que se derrama sobre a igreja
E muito mais Deus vai fazer
Meu irmão pode esperar
Pode esperar.

Deus, vem me socorrer!

O sol já se pôs, a dor não se foi
O que é que eu vou fazer
Cansei de chorar, cansei de sofrer
Eu quero ver o sol brilhar trazendo esperança
Para o meu viver

Deus vem me socorrer, estende a Tua mão
Derrama azeite em mim, sara meu coração
Deus faz me reviver, em meio à provação
Revela o teu poder a mim,
O milagre que eu preciso está em ti
Sim eu sei que o meu Redentor vive
E por minha causa se levantará

Filho estou aqui
Estendo a minha mão
Eu vim cuidar de ti
Sarar teu coração
Te faço reviver em meio à provação
Sinta agora o Meu poder
Se precisas de um milagre estou.

Eu sei que com Deus eu posso!



Deus mais uma vez segura em minha mão
Minha alma aflita pede tua atenção
Cheguei no nível mais difícil até aqui
Me ajude a concluir

Quando penso que estou forte, fraco eu estou
Mas quando reconheço que sem Ti eu nada sou
Alcanço os lugares impossíveis, me torno um vencedor

Estou sentindo minhas forças indo embora
Mas Tua presença me renova nessa hora

Senhor, vem, e me leva além
O meu sonho de chegar está tão longe
Sou humano não consigo ser perfeito
Vem, Senhor, vem, e me leva além


Me ajude a ousar com minha fé
Sou pequeno eu não sei ficar de pé
Sou dependente, tão dependente
Vem Senhor ao meu favor
Me ajude a ousar com minha fé
Sou pequeno eu não sei ficar de pé
Me dá sua mão,
Me tira do chão.
Vem me ajudar.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Ele nem é tão bonito, mas as retardadas do interior que chegam em vãs e almoçam de graça em restaurantes caídos do Itaim ainda o medem dos pés à cabeça. O cheiro do sucesso. O garçom fica nervoso mesmo quando ele sorri. A música abaixa na hora que ele abre o cardápio. Sei lá, ele incomoda o mundo. E eu, depois de o quê? Quase três anos? Ainda me irrito, principalmente com as modeletes oferecidas. E ele ainda se irrita que eu me irrito "Paulinha, querida, é só você que vê essas coisas". Não, querido, sou só eu que falo sobre essas coisas que todo mundo vê. E lembro porque eu não quiz namorar com ele. E lembro do dia que ele me deu um colar e disse "Com esea você pode tomar banho", ele disse, tirando sarro das jóias vagabundas que outros caras me davam.
Então quer dizer que essa semana você fechou um contrato que adicionou "podre de" ao seu "rico"? Ele ri à vontade. Ele sempre gostou da maneira esculachada com a qual eu trato seu dinheiro. A cada compra de carro do momento, a cada apartamento maior como se isso fosse possível. E eu, ao invés de fazer biquinho blasé como, tenho certeza, sua mulher atual faz, gritava. Pulava. Corria de meias pela sala enorme. Brincava de ligar da sala e falar que eu não lembrava como fazia pra voltar pro quarto. Apelidava o meu banheiro de "suíte 45B". Abria a porta da varanda e falava um palavrão bem alto pra vista maravilhosa. Eu adorava. Eu era boba de tudo, e adorava ter um namoradinho rico que de repente atendia um dos celulares (naquela época eram dois apenas) e disparava uma bronca em espanhol, uma ordem em francês e, teve até um dia, ele encarnou o carioca boêmio (ele queria convencer um cliente gringo a vir curtir a noitada brasileira). Tratava-se de um grande homem.
Bom, mas o tempo era inversamente proporcional ao seu dinheiro. Além de suas cinco empresas (e eu, coitada, querendo contar dos meus cinco "empregos").
Vamos direto ao assunto.
Eu quero saber meu problema. Mesmo. Você me conhece há dois anos. Você, sempre que me encontra, deixa claro: "se precisar de alguma coisa, qualquer coisa". E eu agora to precisando. Quero saber qual é o meu problema. Onde eu tô errando?
Ele então respirou profundamente. Se ajeitou na cadeira. Desligou seus cinco celulares pra não ser interrompido. O grande momento havia chegado. Ele poderia me dizer tudo aquilo que ficou entalado em sua garganta. Aquilo que eu nunca permiti verdadeiramente que um homem ou qualquer pessoa me dissesse. Eu não estava contando uma história e pedindo conselho. Eu estava pedindo pra que me dissessem "o problema". Eu estava pedindo ajuda ao homem mais maduro e vivido e esperto que eu conhecia. Ele então olhou com sua cara de águia míope pro garçom "não me interrompa agora caso tenha amor pela vida".
E pegou na minha mão. E apertou minha mão. E ficou muito sério. É agora, eu pensei. O único homem que realmente poderia me ajudar. Isso vai mudar a minha vida. Vai, fala logo. E ele se aproximou e disse, bem devagar, e baixinho, no meu ouvido: "não olha agora, mas o cara da mesa ao lado é igualzinho o Shrek".

não fique louca!

''Pense em garotos. Pense em xampus. Vamos. Não fique louca. Mude de assunto. Pense na menina mais bonita do mundo e odeie. Dê nome pra loucura que ela deixa de ser. Sinta dor com nome que assusta menos. Caia na musculação, rale o joelho, sangre, dói menos. Desembarace os cabelos e sinta que problemas se alisam. Faça o papel do Bis virar um barquinho. Isso. Conte uma piada. Se os outros rirem bastante. Se a sua estranheza puder ser amada. Qualquer coisa menos loucura.''

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O amor tem que fazer vibrar o corpo todo, tem que fazer perder o equilíbrio, desarrumar tuas certezas. Tem que ter aquele olhar como quem quer te devorar, amorosamente, aos poucos...amor é sede que tu só mata bebendo o outro corpo. Amor é quando o sexo tem alma, não só corpo.
Não posso mais roer os nervos enquanto as horas passam e você não aparece. Preciso me poupar. Não pretendo mais sofrer, depois, quando você sumir de vez. Sofrer por amor é pura vaidade. Vou olhar para retratos meus e, de novo, sentirei orgulho de mim. Fotos minhas antes de você. Quando eu ainda não tinha provado desse seu veneno vicioso. Da saliva que se fez heroína. Do cheiro que se fez lança-perfume. Deveria ter uma tabela antipaixão como as que fizeram para os tabagistas. Marcaríamos um xis nas vezes em que pensássemos no outro. Assumindo assim nossa fraqueza. Contando as horas em que fôssemos capazes de esquecer. Poucas, no meu caso, já que tudo me lembra você. E de noite as coisas pioram. Mas quero, e posso, vencer essa semana. Sobreviver à abstinência de você por sete dias. Ao éter da mentira, que deixou-nos malucas e cegas. Estávamos correndo descalças entre os destroços da cidade grande. Seremos crianças? Seremos julgadas como adultas. Sendo a culpa toda sua, que acreditou no ar que respirava. No sujo. Na inveja. Perdemos tudo na paisagem desolada dessa cidade. Cidade feia. E, no feio, nos perdemos. Ou me perdi. Sozinha. Para depois ficar aqui, sentada no meio-fio.


Eu? Eu não sou somente boa. Sou uma pessoa muito bonita. Generosa e linda – e quem agüentar, agüentou. Como prêmio, terá meu amor. Saberá da minha verdade. Dará boas gargalhadas. Mas terá que suportar uma boa dose daquilo que sinto. Pois, apesar de tudo ser diversão, nada é simples. Nada é pouco quando o mundo é o meu.
No meu mundo, eu não sei onde andam aqueles, “os melhores”, que bebem bons vinhos e saboreiam trufas. Queria saber se eles sentem, vagamente, pode ser vagamente mesmo, uma pontinha de nojo, ou de tristeza, porque vivem intensamente a baboseira dos vinhos e trufas, sem pensar em mim, nem querer estar comigo, nem com qualquer outra pessoa que não entenda picas de vinhos e tenha mais o que fazer do que pagar fortunas por lascas de fungo.
Sou cheia de manias. Tenho carências insolúveis. Sou teimosa. Hipocondríaca. Raivosa, quando sinto-me atacada. Não como mamão. Só ando no banco da frente dos carros. Mas não imponho a minha pessoa a ninguém. Não imploro afeto. Não sou indiscreta nas minhas relações. Tenho poucos amigos, porque acho mais inteligente ser seletivo a respeito daqueles que você escolhe para contar os seus segredos. Então, se sou chata, não incomodo ninguém que não queira ser incomodado. Chateio só aqueles que não me acham uma chata, por isso me querem ao seu lado. Acho sim, que, às vezes, dou trabalho. Mas é como ter um Rolls Royce: se você não quiser ter que pagar o preço da manutenção, mude para um Passat.

Abstrai que a vida é linda, é siiiiiim!

Ô minha filha, as suas dores não são as maiores do mundo e nem vão ser. Sacode a poeira. Toma um banho de rio. Abre essas asas. Grita alto, chora baixo. Pula alto e cai de cara. Desenha toda a beleza do mundo. Compra uma caixa de lápis de cor e sai aí colorindo a vida.

A Bela e o Burro.

Ontem depois que você foi embora confesso que fiquei triste como sempre.

Mas, pela primeira vez, triste por você. Fico me perguntando que outra mulher ouviria os maiores absurdos como você, um homem de 24 anos, planejar ir a uma matinê brega com gente sem assunto no próximo domingo e, ainda assim, não deixar de olhar pra você e ver um homem maravilhoso.

Que outra mulher te veria além da sua casca? Você não entende que eu baixei a música do “Midnight Cowboy” e umas boas do Talking Heads, Vinícius de Morais e do Smiths porque achei divertido te fazer uma massa ouvindo algumas músicas que dão vontade de viver. Uma massa que você não vai comer porque está perdendo o paladar para o que a vida tem de verdadeiro e bom. É tanta comida estragada, plastificada e sem sal, que você está perdendo o paladar para mulheres como eu. E você não sabe como vale a pena gostar de alguém e acordar na casa dessa pessoa e tomar suco de maracujá lendo notícias malucas no jornal como o cara que acha que é vampiro. Tudo sem vírgula mesmo e, nem por isso, desequilibrado ou antes da hora.

Você não sabe como isso é infinitamente melhor do que acordar com essa ressaca de coisas erradas e vazias. Ou sozinho e desesperado pra que algum amigo reafirme que o seu dia valerá a pena. Ou com alguma garotinha boba que vai namorar sua casca. A casca que você também odeia e usa justamente para testar as pessoas “quem gostar de mim não serve pra mim”.
E eu tenho vontade de segurar seu rosto e ordenar que você seja esperto e jamais me perca e seja feliz. E entenda que temos tudo o que duas pessoas precisam para ser feliz. A gente dá muitas risadas juntos. A gente admira o outro desde o dedinho do pé até onde cada um chegou sozinho. A gente acha que o mundo está maluco e sonha com a praia do Espelho e com sonos jamais despertados antes do meio-dia. A gente tem certeza de que nenhum perfume do mundo é melhor do que a nuca do outro no final do dia.
A gente se reconheceu de longa data quando se viu pela primeira vez na vida.

E você me olha com essa carinha banal de “me espera só mais um pouquinho”. Querendo me congelar enquanto você confere pela centésima vez se não tem mesmo nenhuma mulher melhor do que eu. E sempre volta.
Volta porque pode até ter uma coxa mais dura. Pode até ter uma conta bancária mais recheada. Pode até ter alguma descolada que te deixe instigado. Mas não tem nenhuma melhor do que eu. Não tem.

Porque, quando você está com medo da vida, é na minha mania de rir de tudo que você encontra forças. E, quando você está rindo de tudo, é na minha neurose que encontra um pouco de chão. E, quando precisa se sentir especial e amado, é pra mim que você liga. E, quando está longe de casa gosta de ouvir minha voz pra se sentir perto de você. E, quando pensa em alguém em algum momento de solidão, seja para chorar ou para ter algum pensamento mais safado, é em mim que você pensa. Eu sei de tudo.
E eu passei os últimos anos escrevendo sobre como você era especial e como eu te amava e isso e aquilo. Mas chega disso.

Caiu finalmente a minha ficha do quanto você é, tão e somente, um cara burro. E do quanto você jamais vai encontrar uma mulher que nem eu nesses lugares deprê em que procura
. E do quanto a sua felicidade sem mim deve ser pouca pra você viver reafirmando o quanto é feliz sem mim e principalmente viver reafirmando isso pra mim. Sabe o quê? Eu vou para a cama todo dia com 5 livros e uma saudade imensa de você. Ao invés de estar por aí caçando qualquer mala na rua pra te esquecer ou para me esquecer. Porque eu me banco sozinha e eu me banco com um coração. E não me sinto fraca ou boba ou perdendo meu tempo por causa disso. E eu malho todo dia igual a essas suas amiguinhas de quem você tanto gosta, mas tenho algo que certamente você não encontra nelas: assunto.
Bastante assunto.

Eu não faço desfile de moda todos os segundos do meu dia porque me acho bonita sem precisar de chapinha, salto alto e peito de pomba.
Eu tenho pena das mulheres que correm o tempo todo atrás de se tornarem a melhor fruta de uma feira. Pra depois serem apalpadas e terem seus bagaços cuspidos.

Também sou convidada para essas festinhas com gente “wanna be” que você adora.
Mas eu já sou alguém e não preciso mais querer ser. E eu, finalmente, deixei de ter pena de mim por estar sem você e passei a ter pena de você por estar sem mim. Coitado.

Eu sou assim...

Eu sou assim , eu vou sumir quando você menos esperar , eu vou surtar com você , vou querer que você sinta medo, orgulho , paixão , tesão , fome de mim . Eu vou ter as vontades mais loucas , eu vou sentir inveja até da sua sombra por estar perto de você de dia , e do seu travesseiro por estar com você a noite . Eu vou aparecer só pra você me perceber , eu vou sumir e aparecer milhões de vezes pra você me notar . Eu vou ter sede da sua atenção , eu vou querer seu " mais eu te amo " quando eu disser " eu te odeio , e não quero mais te vê por aqui " , eu vou querer um beijo roubado no meio daquela briga , eu vou querer seus elogios quando o espelho estiver de mal comigo , eu vou querer sua sinceridade quando for necessário , e a sua doce mentira quando minha vaidade precisar , eu vou querer surpresas no meio do dia , ligações inesperadas , eu voou respirar você , eu vou amar você...
E aí vai querer mesmo cruzar meu caminho?
Aprendi também que por mais que você queira muito alguém,
ninguém vale tanto à pena
a ponto de você deixar de se querer.
Porque você não faz parte da minha vida e eu não me importo mais com isso, já tinha me curado do vicio de falar sobre você e de pensar em você. Más depois que sonhei com você, sonho esse que estou quase me convencendo que foi o meu subconsciente, me dizendo que eu não me curei porra nenhuma e que eu amo você de uma maneira incrível e contraditória.
Minha vontade agora é sumir. Chamar você. Me esconder. Ir até a sua casa e te beijar e dizer que te amo e que você é importante demais na minha vida para eu te abandonar. Sacudir você e dizer que você é um otário porque está me perdendo dessa maneira. Minha vontade é esquecer você. Apagar você da minha vida. Lembrar de você a cada manhã. Pensar em você para dormir melhor. Então eu percebo: IT’S ME, e minhas vontades são bipolares demais. Só o que não é bipolar demais é a minha ganancia por te ter. Sim, eu escolheria você. Se me dessem um último pedido, eu escolheria você. Se a vida acabasse hoje ou daqui mil anos, eu escolheria você…
Eu sei que sou pesada, triste, dramática, neurótica, louca, insatisfeita, mimada, carente. Mas você se esqueceu da minha maior qualidade: eu sou só. (...) Eu sempre fui só querendo ter uma família grande, café da manhã, Natal, cachorro, e eu continuo só quando te vejo como minha família, mas você me deixa sozinha com duas ou três opções de suco para uma ou duas opções de pão. O mundo é cheio de opções sem você, mas todas elas me cheiram azedas e murchas demais. Eu continuo só quando quero escrever uma vida com você, mas você detesta meus caminhos anotados e minhas regras. E eu detesto seu sono e sua ausência. Eu detesto seu riso alto e forçado pisoteando o meu mundo de sombras, eu detesto você saindo pela porta e as paredes se fechando, se fechando, e eu sem poder berrar para, pelo amor de Deus, você me resgatar, e me colocar no colo, e me dizer que você me entende e sofre também. Eu sou só porque enquanto eu pensava tudo isso, você impunha aos quatro ventos, querendo parecer muito forte e macho para seu grupinho muito forte e macho, que você poderia simplesmente abaixar meu som ou mudar de canal, como um programa chato qualquer que passa na sua tv. Eu hoje fui ao banheiro duzentas vezes para ficar longe do meu celular e do meu e-mail, ficar longe de todas as possibilidades da sua existência. Me olhei no espelho bem profundamente para enxergar minhas raízes e ganhar força, chorei algumas vezes, fiquei sentada no chão do banheiro, para ver se meu corpo esquentava um pouco ou porque estava mesmo me sentindo um lixo. O ar-condicionado hoje está insuportável, mas eu não acho que mude alguma coisa desligá-lo. Estar sozinha não muda nada, conheço bem esse estado e, de verdade, sei lidar até melhor com ele. O que me entristece, é ter visto em você o fim de uma história contada sempre com a mesma intensidade individual. Eu tinha visto na sua solidão uma excelente amiga para a minha solidão. Achei que elas pudessem sofrer juntas, enquanto a gente se divertia.

Coração que subiu nos meus ouvidos gritando que sente falta e pronto!

Sinto falta da perdição involuntária que era congelar na sua presença tão 'insignificante'. Era a vida se mostrando mais poderosa do que eu e minhas listas de certo e errado.

... e a lembrança permanece viva, intacta.

"... porque o que quase foi não pode atrapalhar o que
ainda pode ser.
(...) E de escolhas e de perdas é feita a nossa história. Não há nada que se possa fazer a não ser carregar por um tempo um peso sufocante de impotência: eu escolhi que aquele fosse o último abraço.
Agora é outra que se perde em ombros tão largos, tomara que ela não se perca tanto ao ponto de um dia não enxergar o quanto aquele abraço é o lado bom da vida.
(...) Aquele abraço era o lado bom da vida, mas para valorizá-lo eu precisava viver. E que irônico: pra viver eu precisava perdê-lo.
(...) Mas a realidade é que não gostamos desses tipos de filme fraco com final feliz, gostamos dos europeus "cult" onde na maioria das vezes as pessoas sofrem e perdem, assim como aconteceu com a gente."

CARTA PARA O HOMEM QUE MORREU E UM POUCO DE VERDADE VIVA

"(...)Eu passo quieta por você, você passa quieto por mim, e eu ainda escuto o barulho que a gente faz.
(...)E você já abalou tanto a minha vida. Que pena, agora você morreu.
(...)Não morre, por favor. Seja ele, seja o homem que perde um segundo de ar quando me vê.
Mas você nunca mais me olhou quase chorando, você nunca mais se emocionou, nem a mim.
Você nunca mais pegou na minha mão e me fez sentir segura. Nunca mais falou a coisa mais errada do mundo e fez o mundo valer a pena.
Eu treinei viver sem você, eu treinei porque você sempre achou um absurdo o tanto que eu precisava de você para estar feliz.
De tanto treinar acostumei.
(...)Eu só queria que ele aparecesse, o homem que vai me olhar de um jeito que vai limpar toda a sujeira, o rabisco, o nó.
O homem que vai ser o pai dos meus filhos e não dos meus medos.
O homem com o maior colo do mundo, para dar tempo de eu ser mulher, transar para sempre. Para dar tempo de seu ser criança, chorar para sempre.
Para dar tempo de eu ser para sempre.
Cansei de morrer na vida das pessoas. Por isso matei você.
Antes que eu morresse de amor. Matei você.
Eu sei que sou covarde. Surpreso? Eu não."

quarta-feira, 28 de setembro de 2011



"Eu vou tentar sempre e acreditar que sou capaz de levantar uma vez mais. Eu vou seguir sempre, Saber que ao menos eu tentei, e vou tentar mais uma vez."


Quando Deus nos permite um SONHO, permite também, a realização dele. Mesmo que os obstáculos sejam cada vez maiores, um dia há de se realizar. Basta ter FÉ!
'O que incomoda vai estar sempre ali no mesmo lugar. Mas você não precisa estar. Mude de lugar. Mude de casa. Mude de emprego. Mude de amigo. De ficante. De namorado. De marido. Mude de atitude. Só não fique parada reclamando. Faça aulas de boxe. Aprenda a dar bicudos, a fazer gestos obscenos, a falar palavrão, a xingar as pessoas, a largar tudo pra trás. Aprenda a não levar a vida tão a sério. Aprenda que o stress só vai destruir seu estômago e torrar seu dinheiro em análises e remédios caros. Aprenda que as pessoas não são do jeito que você gostaria que elas fossem. Eu aprendi. Aprendi a hora de me retirar: vou embora antes do final da festa.'

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Sozinha, sozinha... até virar pedra, a dor e a gente.

Às vezes a gente grita socorro, cai pelos corredores, faz apelos e ninguém ver; e se ver, ignora. Ai a gente se cala e segura a dor sozinha, sozinha. Passa o tempo, a gente endurece, e aquilo que afligia, já não atinge mais. O coração vira pedra. A emoção se cala. A razão prevalece. E aqueles os quais pedíamos socorro...
Esses, os arquivamos, junto com aquelas dores que resolvemos empedrar. Viraram pedras também, de insensíveis que foram com nossa dor, insensível nos tornaram.

Eu quero...

"Quero ser uma mulher sábia, experiente, segura; mas não posso deixar de pedir a Deus que me faça cada dia mais menina. Acho que o maior desafio do ser humano é, com o passar dos anos, procurar um jeito de não se distanciar tanto da criança que foi.
Quero corrigir meu defeitos, mas quero ter o coração puro. Quero estar sempre em paz comigo e com os outros. Quero a consciência de que quando aponto o defeito dos outros com um dedo, aponto três dedos para mim, mas não quero a culpa nas costas, quero o perdão e o aprendizado. Não quero ter razão. Quero ser feliz. Quero que vocês sejam felizes."

domingo, 18 de setembro de 2011

Enfrente seus problemas!

"Continue andando. Enfrente seus problemas de cara. Reaja. Vai. Tá pensando que é só você que sofre? Tá enganada. Anda menina. Para de ser infantil. A culpa não é de ninguém….Se apaixonou agora segura. Anda. Seja forte. Seja feliz. Seja uma mulher."

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Jogo minha bagagem na cama e vou por cima, com as pernas para o ar. ele cai junto. a gente ri. ele tem um jeito de me tocar, de caminhar com as mãos no espaço entre minha pele e a roupa, sem parar de me analisar o corpo, cheio de fome e ternura e calor. eu sei que foi por isso que voltei, que volto, toda vez. é quando eu fico por baixo que a verdade se esfrega nos meus olhos e se infiltra pelos meus poros. com o mapa do meu corpo, ele me prende nos meus becos e dança nas minhas avenidas. eu não tenho saídas.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Algumas maneiras de tratar sua aura.

As cores da aura podem ser impressas em diferentes momentos ou fases da vida têm um significado e dependendo do que você pode usar diferentes métodos para limpar, proteger, curar e aliviar a carga de energia que acumulou, reforçando os aspectos positivos e eliminar o negativo.

Aura são cores que querem evoluir como metas que estão sendo atingidas, o desenvolvimento, a adoção de hábitos saudáveis, melhorando os pensamentos, controle das ações, requer esforço e determinação para curar a aura e, sobretudo, estar consciente do que você quer na vida e o que ele faz muito bem.

Algumas das maneiras de proteger a aura são os seguintes:

Cristais, exercem uma força magnética que ajuda a proteger a nossa energia e evitar as energias negativas podem nos influenciar negativamente. Usando o vidro vai nos ajudar a fortalecer a nossa energia e proteger a nossa aura.

Rosa Leve imaginar que não envolve uma luz rosa ajuda a nossa energia permanece pura e permite somente a passagem de vibrações de alta energia. Imagine-se envolto em uma luz rosada na parte da manhã, reforça este ponto de vista durante o dia e noite, e evitar ser influenciado pela negatividade externa.

Sorria, sorria quando você ativar o fluxo de energia evitando qualquer força externa pode influenciar negativamente a nossa energia atraindo apenas aqueles que vibram como nós.

Algumas maneiras de limpar a aura são os seguintes:

A meditação, a meditação ajuda a libertar os nossos pensamentos e também procura encontrar a calma que eu sign-off “de influências externas energético.

Contato com a natureza, natureza e bondade são uma das fontes de energia mais poderosa e acessível aos seres humanos, com sua força e purifica a aura e recarrega energia. Tente passar mais tempo na natureza.

Banho de imersão com sal marinho, se você não conseguir ir à praia você pode fazer sua própria casa de banho de sal do mar só precisa obter água doce e salgada do mar e dispor-se a fazê-lo, como você faz trazer à mente pensamentos positivos, paz e amor. Sua energia e sua aura irá beneficiar substancialmente.

Pensamentos positivos, esses pensamentos precisam torná-lo um hábito, porque desta forma, aumentar a nossa energia dar novo brilho à nossa aura e ajudar-nos a purificar as nossas vibrações.

Limpeza de energia em casa, nossa casa também absorve a energia negativa quando há desordem e sujeira, pois permite baixas energias podem ser atraídos. É recomendável que você a organizar e limpar completamente a sua casa pelo menos uma vez por semana.

A alimentação saudável, os alimentos que comemos tem a sua própria energia e, como nós aprendemos a reconhecer quais nos dão mais vitalidade e energia que pode equilibrar a nossa energia e ativar sua aura.


Você diz: “Isso é impossível”
Deus diz: “Tudo é possível” (Lucas 18:27)

Você diz: “Eu já estou cansado”
Deus diz: “Eu te darei o repouso” (Mateus 11:28-30)

Você diz: “Ninguém me ama de verdade”
Deus diz: “Eu te amo” (João 3:16 & João 13:34)

Você diz: “Não tenho condições”
Deus diz: “Minha graça é suficiente” (II. Corintos 12:9)

Você diz: “Não vejo saída”
Deus diz: “Eu guiarei teus passos” (Provérbios 3:5-6)

Você diz: “Eu não posso fazer”
Deus diz: “Você pode fazer tudo” (Filipenses 4:13)

Você diz: “Estou angustiado”
Deus diz: “Eu te livrarei da angustia” ( Salmos 90:15)

Você diz: “Não vale a pena”
Deus diz: “Tudo vale a pena” (Romanos 8:28)

Você diz: “Eu não mereço perdão”
Deus diz: “Eu te perdôo” (I Epistola de São João 1:9 & Romanos 8:1)

Você diz: “Não vou conseguir”
Deus diz: “Eu suprirei todas as suas necessidades” (Filipenses 4:19)

Você diz: “Estou com medo”
Deus diz: “Eu não te dei um espírito de medo” (II. Timóteo 1:7)

Você diz: “Estou sempre frustrado e preocupado”
Deus diz: “Confiai-me todas as suas preocupações” (I Pedro 5:7)

Você diz: “Eu não tenho talento suficiente”
Deus diz: “Eu te dou sabedoria” (I Corintos 1:30)

Você diz: “Não tenho fé”
Deus diz: “Eu dei a cada um uma medida de fé” (Romanos 12:3)

Você diz: “Eu me sinto só e desamparado”
Deus diz: “Eu nunca te deixarei nem desampararei” (Hebreus 13:5)
E as pessoas partem
tão inesperadamente,
sem nenhum sinal.
Fica apenas
o sabor amargo
do não dito,
e a certeza plena
do nunca mais.
Se eu soubesse que não mais te veria,
aproveitaria o dia de hoje até o ultimo segundo.
Dançaria pelas ruas, gritaria o teu nome
daria os mais loucos beijos. Faria de você a
pessoa mais feliz. Pediria perdão pelos
os meus erros. Deixaria uma lágrima cair,
guardaria como prova desse amor.

Se eu soubesse que seria nossa última noite,
apagaria as marcas deixadas, te daria
a liberdade sonhada. Se eu soubesse que
seria o teu desejo, arrumaria um jeito
de voltar outra vez para viver com você.
Viveria diferente, talvez eu seria menos
exigente.

E se eu morresse amanhã?

Levaria comigo o sabor de ter vivido
A intensidade de cada momento.
Levaria a delicadeza das lembranças
Que acalmam e não machucam.
Levaria a inocência da criança
E a sensualidade da maturidade.
Em minha bagagem caberia
Todo o amor do mundo
E naqueles cantinhos escuros, escondidos,
Colocaria as mágoas, as decepções
De alguns amores, de alguns amigos.
Levaria roupa leve e colorida
E também óculos escuros
Pois espero encontrar muita luz.
Se eu morresse amanhã
Teria enfim a grande certeza
De que não seria um fim
Mas um recomeço.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011



''Ela é uma moça de poses delicadas, sorrisos discretos e olhar misterioso. Ela tem cara de menina mimada, um quê de esquisitice, uma sensibilidade de flor... um toque de intuição e um tom de doçura... Ela é intensa e tem mania de sentir por completo, de amar por completo e de ser por completo. Dentro ela tem um coração bobo, que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez. Ela tem aquele gosto doce de menina romântica e aquele gosto ácido de mulher moderna.''

Ele sabe, pois quis saber!

"Ela se aproximou de mim procurando um amor e aqui estou: seu amor. Do jeito que sei ser, meio torto, às vezes sem muitas manifestações de romance e completude, cheio de silêncios, angústias e mau-humores. Fazendo meu papel, e não sendo apenas mais um percorrendo aquele velho ciclo conhecer-tentar-decepcionar-conhecer-tentar-decepcionar. (...) Mas ela sabe, eu também, que sei amá-la, cuidá-la, fazê-la rir, viajar leve".
Você sai de casa. Coloca um scarpin novo. Veste a roupa que mais combina com seu estado de espírito. Estampa na cara seu melhor sorriso. Sua melhor maquiagem. E vai pra melhor festa da cidade. E, toda festa, as mesmas músicas tocando. As mesmas caras te olhando. Os mesmos papos rolando. A mesma boca te beijando. Os mesmos braços te segurando. O mesmo cidadão te desejando. Mas isso, por enquanto, basta. A noite-sem-dia-seguinte tá valendo pra vocês.

Mas, e aí? Até onde vai? Até onde vocês dois podem ir, brincando de usar corpos na madrugada, sem se machucarem? E, se essa liberdade que vocês têm é tão grande assim, porque estão sempre um com o outro? Por que, toda vez que vocês se encontram, vocês colam um no outro? Cadê a porra da liberdade? E a hora que vocês estiverem na mesma festa e um de vocês se interessar por outra pessoa? Cadê, de novo, a porra da liberdade que vocês têm que faria você dizer “tudo bem”?

Não tem nada de “tudo bem”. Você fica tensa. Seu coração dispara. Sua boca seca. Você deseja sumir. Você deseja que o cidadão suma (da sua vida, claro). Você deseja nunca ter estado ali naquela noite. Você se pergunta porque foi mesmo que essa história começou. E quando era pra ter terminado. Só que você pulou essa parte. E por que foi mesmo que você pulou a parte em que você coloca um ponto final nessa história? Ah, é. Não é tão simples assim. Como se encerra um vínculo que não existe? Por que é tão difícil colocar um ponto final? Será que é porque a porra da liberdade prende vocês?

É assim mesmo que você fica. Irritada. Puta. Falando palavrão (cadê os bons modos que a dona Vera ensinou?). Você se sente no direito de tirar satisfação com o cidadão que não é nada seu. Vocês discutem. Isso mesmo. Você discute com o cidadão que – insisto – não é nada seu. Muita intimidade pra vocês (ah, só uma observação: o conceito de intimidade, hoje, é um pouco diferente. Fazer sexo no elevador com câmera, tudo bem. Discutir sobre o que incomoda... não... muita intimidade). Então, cadê a PORRA da liberdade que faria você dizer “foda-se” nessa hora? Onde, caramba, estava a liberdade quando o cidadão cismou que viu você dar seu telefone pra outro cara e saiu emburrado? Que pseudo-liberdade é essa que te prende e te deixa tão solta? Onde, diabos, estava a merda da liberdade quando você mais precisou dela???

Você não sabe. Não quer saber. Não tem mais paciência pra ficar se perguntando. Pra ficar enchendo os textos de interrogações. Pra fazer seus leitores engolirem tantos palavrões. Os problemas assumem dimensões maiores do que deveriam ter. Se duas pessoas são livres, elas deveriam ser livres pra fazer o que bem entenderem sem se importarem uma com a outra. E por que não é assim? (Não espere uma resposta no final do texto porque eu também não sei). Por que você se importa tanto se, pra ele, tanto faz? Por que você quer alguém que só te quer quando convém? Por que tem tanta interrogação onde deveria ter um ponto de afirmação? Ou um ponto final. Ou um texto novo. Um texto com menos interrogações e mais exclamações. Uma poesia, quem sabe. E, por falar em poesia, não vou discordar de Fê Mello. Apenas coloquei uma nova frase no messenger: “A nossa liberdade é o que nos faz seguir em frente”.

P.S.: A gente fica tristinha, mas acorda no dia seguinte com uma bunda sem celulite e um cartão de crédito sem limite e tudo volta ao normal!