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terça-feira, 31 de maio de 2011

30 de Maio - Dia Nacional de Combate ao Fumo!

Embora neguem isto durante 40 anos, a indústria do cigarro sabe desde 1950 que o produto causa danos bem severos para o corpo humano. Aqui uma visão global do real impacto causado pelo fumo no corpo humano.

As substâncias químicas tóxicas do cigarros entram nos pulmões, de lá viajam ao longo do corpo, através da circulação sangüínea, criando todo o processo de destruição.


1.Perda de cabelo
O fumo contrai os pequenos vasos sangüíneos do couro cabeludo o que causa falta de oxigênio e a debilitação dos folículos capilares. O fumo também debilita o sistema imunológico, deixando o corpo mais vulnerável a doenças como "erythematosus de lupus" que causa perda de cabelo, ulceração na boca e erupções cutâneas na face, couro cabeludo e mãos.


2.
Catarata
É crido que fumar causa ou piora várias condições da visão. Quem fuma mais de 20 cigarros por dia tem duas vezes mais probabilidades de desenvolver a catarata, uma turvação da lente do olho que bloqueia a luz e pode conduzir a cegueira. São dois os modos: Irritando os olhos e libertando substâncias químicas nos pulmões que então viajam até os olhos via circulação sangüínea.


3.Enrugamento
O fumo envelhece a pele prematuramente esgotando as proteínas que dão elasticidade e a vitamina A. A pele de fumantes fica seca, dura e com linhas minúsculas, especialmente ao redor dos lábios e olhos. Fumantes de 40 tem mais rugas faciais que os não-fumantes de 60.


4.
Perda de audição
Fumar cria uma placa nas paredes dos vasos sanguíneos, decrescendo o fluxo de sangue para o ouvido interno. Fumantes podem perder a audição mais cedo que não-fumantes (até 16 anos mais cedo, de acordo com um estudo) e estão mais suscetíveis a perda da audição em função de infecções do ouvido ou barulho alto.


5.
Câncer de pele
O fumo não causa o melanoma (câncer de pele), mas aumenta suas chances de morrer desta doença assim como aumenta em 50% o risco de carcinoma - um câncer que deixa erupções escamosas avermelhadas na pele.


6.
Cárie de dente
O fumo interfere com a química da boca, criando um acúmulo na placa, amarelando os dentes e contribuindo com a cárie. Fumantes podem perder os dentes muito antes do tempo.


7.
Doenças pulmonares
É grande o número de mortes causadas por debilitação das condições pulmonares além do câncer de pulmão. Enfisema, uma inchação que rompe as bolsas de ar e reduz a capacidade dos pulmões para levar oxigênio(e expelir gás carbônico). Em casos extremos, uma traqueotomia ajuda os pacientes a respirar. Bronquites crônicas criam uma formação do muco cheio de pus, resultando em uma tosse dolorosa e dificuldades na respiração.


8.Osteoporose
O monóxido de carbono, gás venenoso do escapamento dos carros e da fumaça de cigarro, chega mais prontamente ao sangue que o oxigênio deixando-o até mais 15% pesado. Como resultado, os ossos de fumantes perdem densidade, fraturam mais facilmente e levam 80% mais tempo pra curar. Aqueles que fumam mais de um maço por dia também são mais suscetíveis a estes problemas. Um estudo prova que trabalhadores industriais que fumam experimentam a sensibilidade a dor até cinco vezes mais e maior.


9.
Doença de coração
O fumo relacionado a doenças cardiovasculares mata mais de 600,000 pessoas a cada ano nos países desenvolvidos do mundo.
Fumar faz o coração bater mais rapidamente, aumenta a pressão sangüínea e aumenta o risco de hipertensão e entupimento das artérias.


10.Úlceras de estômago
O fumo reduz a resistência às bactérias que causam úlceras de estômago. Também prejudica a habilidade do estômago para neutralizar o ácido depois de uma refeição, deixando-o corroer a parede que forra o aparelhor estomacal. Úlceras em fumantes são mais difíceis de tratar e mais prováveis de reocorrerem


11.
Dedos descorados
O alcatrão da fumaça de cigarro mancha os dedos e unhas com um marrom-amarelado e mal cheiroso.


12.
Câncer cervical
Além de aumentar o risco de câncer cervical e uterino, o fumo pode criar problemas de fertilidade para as mulheres e complicação durante gravidez e parto. Ainda baixa os níveis de estrogênio, acelerando a menopausa.


13.
Esperma deformado
O fumo pode deformar o esperma e danifica seu DNA, causando problemas ou defeitos no nascimento. Na realidade, homens que fumam mais de 20 cigarros por dia têm um risco 42% maior de gerar uma criança que contraia câncer. Também diminui a quantidade de esperma e reduz o fluxo de sangue no pênis, às vezes causando impotência.


14.
Psoriasis
Os fumantes têm de duas a três vezes mais chances de desenvolver "psoriasis", uma condição inflamatória de pele não contagiosa, semelhante a sarna, deixando manchas vermelhas por todo o corpo. As pesquisas ainda incipientes nesta área hipotetizam que o fumo pode alterar e levar altos níveis de substâncias químicas tóxicas para as células brancas do sangue.


15.
A doença de Bueger
O fumo pode danificar as paredes dos vasos sanguíneos, causando dificuldade para o coração bombear sangue às extremidades. Em casos sérios, a Doença de Bueger pode conduzir à gangrena (a morte de tecido de corpo) e até mesmo a amputação de um membro.


16.
Câncer
Foram mostrados pelo menos 60 elementos na fumaça do cigarro que podem causar o câncer, de acordo com o Action on Smoking and Health, uma importante ONG anti-tabaco do REINO UNIDO.
Fumantes masculinos têm 22 vezes mais probabilidades de desenvolver câncer do pulmão (16a) que não-fumantes.
E de acordo com vários estudos, quão maior o tempo do vício, maior o risco de desenvolver vários cânceres, inclusive de:

16b - nariz (duas vezes maior)
16c - língua, boca, glândula salival e faringe (seis vezes para mulheres, 27 vezes para homens); garganta (12 vezes); esôfago (oito a dez vezes)
16d - rins (cinco vezes) pênis (duas a três vezes)
16e - pâncreas (duas a cinco vezes) e ânus (oito a nove vezes).
16f A ligação entre fumar e câncer de seio é talvez o mais controverso: algumas evidências sugerem que o fumo aumenta o risco de uma mulher desenvolver o câncer, outra evidência indica que, baixa os níveis de estrogênio.


Leia mais em: O corpo do fumante - Metamorfose Digital http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=129#ixzz1NwJ7Qto7

Todo mundo sabe que o cigarro faz mal, mas muita gente ainda fuma porque não consegue largar o vício.




Você sabia que 22 pessoas morrem por hora no nosso país, vítimas do cigarro? Largar este vício não é fácil. Que o digam as cerca de 1 bilhão e 300 milhões de pessoas que fumam em todo o mundo - quase um terço da população adulta. No Brasil, são aproximadamente 33 milhões de fumantes. Se você for uma dessas pessoas, que tal começar hoje mesmo a levar uma vida mais saudável?


Cigarro mata mais que a AIDS, abuso de Álcool e Cocaína, acidentes automobilísticos e suicídios somados.
Fumantes estão mais expostos a desenvolverem doenças no sistema cardiovascular, câncer do pulmão, de laringe e de boca e impotência sexual. 90% dos pacientes com câncer de pulmão são fumantes. O quadro é tão grave que o tabagismo já sustenta o 4º lugar entre os maiores responsáveis por mortes no planeta, segundo a OMS.

Muitas doenças do trato respiratório estão diretamente ligadas ao consumo do tabaco e poderiam ser facilmente evitadas. O fumante, especificamente, pode desenvolver uma grave patologia chamada Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, alerta o pneumologista do Beneficência Portuguesa de São Paulo, Dr. Ciro Kirchenchtejn: “A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica é uma mistura de bronquite crônica e enfisema, e praticamente só existe em fumantes”. O fumo, por conter irritantes que inflamam as vias respiratórias, leva à doença obstrutiva. Os principais sintomas são tosse, produção de catarro e encurtamento da respiração, além de uma limitação gradual aos exercícios.

Se o risco de desenvolver uma doença grave ainda não é suficiente para levar alguém a parar de fumar, vale ressaltar que cerca de sete fumantes passivos morrem por dia, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer. E 24% das crianças, que também são fumantes passivas de alguma forma, estão mais sujeitas aos efeitos nocivos do tabaco.

Cigarro dá prejuízo!

A decisão de parar depende de cada um. Mas muitas empresas, de olho nos gastos e na saúde dos funcionários, adotaram ou estão adotando programas antitabagismo para incentivar o abandono do vício, já que o simples hábito de fumar pode provocar cerca de 50 doenças. E 31 de maio é o Dia Mundial sem Tabaco, caso você fume, pode ser um bom momento para refletir sobre esse assunto.


Um funcionário fumante custa caro: R$ 4.354,00 a mais que um não-fumante. Para calcular o prejuízo, leva-se em conta que uma pessoa gasta cerca de meia hora do dia de expediente para fumar. Em um ano, esse tempo representa 14 dias úteis, quase metade de um período de férias. Além disso, esse grupo fica mais propenso a doenças, falta mais ao trabalho e gasta 40% a mais com planos de saúde.

“As empresas têm que trabalhar na conscientização de um funcionário fumante por causa da queda de produção quando ele pára para acender o cigarro”


Apesar dos dados, alguns chefes de funcionários fumantes não acreditam que o vício atrapalhe o trabalho. Para Luciano Garrido, do Sistema Globo de Rádio, o rendimento de um tabagista é igual ao de qualquer outro. "O fato de estar ocioso no 'fumódromo' não quer dizer que o rendimento caia. Há quem consiga ser ágil e compense o tempo ocioso", completa.

Luciano, ex-fumante, não acredita que a visão dele sobre o empregado que fuma tenha mudado depois que largou o cigarro. "A intransigência está na formação, no gênio da pessoa, não no hábito de fumar", acrescenta. Antônio Castello Branco, do SBT, é fumante e tem percebido que funcionários como ele estão ficando cada vez mais isolados. "As pessoas têm que deixar a sala para fumar e isso acaba restringindo o número de vezes que acendemos um cigarro", avalia.

Ednéia Silva trabalha num escritório de advocacia e nunca colocou um cigarro na boca. Para ela, "a criação dos 'fumódromos' nas empresas foi ótima, pois ficou livre da fumaça". A posição da secretária é contrária a de seu colega André Nóbrega. Fumante há 15 anos, ele acredita que produziria mais se pudesse acender o cigarro na mesa onde trabalha. No entanto, compreende que o hábito incomoda aqueles que não fumam e, por isso, é importante cada um ter seu espaço. O advogado lembra que após ter que sair do posto de trabalho para satisfazer seu vício, conseguiu reduzir pela metade o número de cigarros. "Antes fumava um maço por dia. Agora, só em dias mais tensos chego a esta quantidade", completa.


Para Gláucia Campos, da Catho, empresa de consultoria em recursos humanos, é muito difícil saber se uma pessoa é fumante ou não num processo seletivo. Ela lembra que, durante as entrevistas, muitos candidatos escondem o fato de serem fumantes por medo de não serem escolhidos para a vaga. No entanto, a consultora avalia que "na seleção, uma empresa não pode eliminar um fumante pois isto seria discriminação". Segundo Gláucia Campos, "é antiético enfocar o tabagismo em relação a outros pontos e por isso deixar de escolher a pessoa".

Todo mundo sabe que o cigarro faz mal, mas muita gente ainda fuma porque não consegue largar o vício. Estudos mostram que cerca de 40% dos fumantes que tentam parar têm uma recaída. Pensando no bem estar de seus funcionários - e também em suas finanças -, muitas companhias adotaram programas antitabagismo para tentar melhorar a qualidade de vida e a produção deles.

Consultores de seguros informaram que um empresa de médio/grande porte deve ter cerca de 17% de fumantes em seus quadro de empregados. Mais do que isso, segundo eles, a empresa deve adotar um programa antitabaco. "As empresas têm que trabalhar na conscientização de um funcionário fumante por causa da queda de produção quando ele pára para acender o cigarro", ressalta a consultora da Catho Gláucia Santos.

“O tratamento para quem quer parar de fumar demora em média um mês e meio, mas pode chegar até um ano, de acordo com o grau de dependência da pessoa em relação à nicotina”

O Instituto Nacional de Câncer ajuda as companhias que não conseguiram implantar seus próprios programas. Com o programa Prevenção Sem, o INCA presta consultoria informando como proceder com os funcionários fumantes, incentivando-os a largarem o vício. O projeto já tem mais de dez anos e foi adotado por empresas públicas e privadas. Uma delas é a Petrobrás.

Em 2004, a estatal firmou convênio com o INCA para capacitação de seus profissionais de saúde, e adotou o método para abordagem e tratamento do fumante, proposto pelo Ministério da Saúde. A companhia preparou material para esclarecer quem deseja parar de fumar. O manual "Deixando de fumar sem mistérios" é distribuído em meio impresso e eletrônico. Nestes três anos já foram capacitados cerca de 600 profissionais de saúde que ajudam os servidores em grupo ou individualmente.

O tratamento para quem quer parar de fumar demora em média um mês e meio, mas pode chegar até um ano, de acordo com o grau de dependência da pessoa em relação à nicotina. Ao que parece, as empresas agora não estão só preocupadas com a teoria para que os funcionários larguem o cigarro. O simples ato de criar um 'fumódromo' não basta hoje em dia. Alguns programas envolvem até a família do fumante. Das 114 empresas que participaram da II Jornada da Associação Brasileira de Qualidade de Vida, 59 desenvolvem ações contra o tabagismo.


Dia Nacional de Combate ao Fumo.




Largar um vício não é tarefa fácil. Que o digam os fumantes de plantão! Pesquisas apontam que, para o abandono completo do cigarro, são necessárias, em média, seis tentativas. Mas não desanime. O Dia Nacional de Combate ao Fumo está aí para mostrar que existem motivos de sobra para parar de fumar. Só no Brasil, a cada hora, 23 pessoas morrem de doenças relacionadas ao tabaco. A boa notícia é que, de 1989 para cá, o número de fumantes caiu de 32% para 19%, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). E a tendência é que esse número continue diminuindo, já que os malefícios do fumo vão além de dentes amarelados, mau hálito e pigarros...


"O tabagismo é uma doença que causa dependência química e psicológica. É responsável por 50 diferentes males que atacam o organismo, como câncer e problemas como hipertensão, enfisema pulmonar, derrame cerebral e doenças respiratórias crônicas",
garante Ricardo Meirelles, pneumologista responsável pela área de fumantes do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Uma tragada habitual pode, ainda, causar impotência sexual no homem, diminuição da fertilidade feminina e complicações na gravidez. Até a estética pode ficar comprometida, já que o fumo diminui a irrigação sanguínea, trazendo inconvenientes como celulites, rugas, unhas descamadas e queda de cabelo.



“O tabagismo em gestantes aumenta em duas vezes as chances de o bebê nascer abaixo do peso e eleva em 70% a ocorrência de abortos espontâneos”


Talvez por isso, são as mulheres que lideram a luta contra o tabaco. Em levantamento realizado pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, ficou constatado que 63% das pessoas que procuram tratamento antitabágico são do sexo feminino. Segundo a pesquisa, elas possuem mais medos de desenvolver câncer e doenças cardiovasculares, além de estarem sujeitas a gravidez, período no qual o fumo é totalmente proibido! "O tabagismo em gestantes aumenta em duas vezes as chances de o bebê nascer abaixo do peso e eleva em 70% a ocorrência de abortos espontâneos. E caso o bebê sobreviva, ele pode ter dificuldades em seu desenvolvimento cognitivo", alerta Ricardo.

Sempre prejudicial!

Um simples cigarro contém cerca de 4.700 substâncias, muitas tóxicas como a nicotina, o alcatrão, o monóxido de carbono e amônia. No cérebro, essas substâncias liberam dopamina e serotonina - neurotransmissores responsáveis pela sensação de prazer e regulação do humor e do apetite. E se você não fuma, mas convive com fumantes, tem razões de sobra para estimular seus amigos e familiares a abolirem o vício. O ar poluído pelo fumo contém três vezes mais nicotina e monóxido de carbono e até cinqüenta vezes mais substâncias cancerígenas que a fumaça tragada pelo fumante. "Pessoas que ficam expostas ao fumo do cigarro podem ter desde tosses, dores de cabeça e reações alérgicas a problemas cardíacos e respiratórios", adverte o pneumologista.


Ufa! Depois de tantas perspectivas ruins é bem provável que você já tenha pelo menos pensado em amassar os maços restantes na prateleira e jogar os cinzeiros no lixo. Se isso passou pela sua cabeça, parabéns! A força de vontade é o primeiro passo para deixar de fumar. Segundo o Ministério da Saúde, 95% dos ex-fumantes pararam por conta própria. Agora, aprenda como largar o vício de vez.

Você já deve estar careca de ouvir especialistas e até parentes falando sobre os males do cigarro. Também já deve ter visto as imagens e frases de impacto que obrigatoriamente vêm no verso dos maços. É possível que até tenha se chocado com elas, mas a vontade falou mais forte e você continuou tragando um maço por dia, certo?


Esses relatos são comuns na rotina de fumantes. "Ninguém fuma porque quer, mas porque é uma doença", enfatiza Meirelles. De fato, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, a nicotina é, depois da morfina, a droga que mais provoca dependência. E de cada 100 dependentes, apenas três conseguem abandonar o cigarro ao final de um ano. Por isso a trajetória para largar o vício é mesmo longa e necessita de muito apoio. "Os amigos e a família são fundamentais nesse processo. Eles devem dar atenção, carinho, apoio, força e, sobretudo, não criticar o fumante, pois é comum que ele fraqueje no caminho", afirma Meirelles.

“Os maiores fatores de recaída são relacionados a questões emocionais. Muitas pessoas acabam pegando um cigarro para lidar com tristezas e frustrações”


Dentre as maiores dificuldades para combater o tabagismo, estão os sintomas da abstinência: ansiedade, dificuldade de concentração, irritabilidade, tosse, dor de cabeça, tonteira e alteração do sono. "Os fumantes costumam incorporar o cigarro a sua rotina, então fumar um cigarro depois das refeições, por exemplo, acaba se tornando um hábito", esclarece Mônica Andreis, psicóloga e vice-diretora da Aliança de Controle do Tabagismo. Os especialistas garantem, porém, que os sintomas da abstinência melhoram em duas semanas. Portanto, perseverança!
Siga essas dicas:


-
Tente identificar as razões que levam você a fumar e procure evitá-las. Lembre-se sempre dos benefícios que você alcança sem o vício.


- Nunca adie o plano de parar de fumar. Como fazer dietas, deixar para segunda-feira, de jeito nenhum!


- Não ande com muitos cigarros na carteira e não tenha maços em estoque. Assim você terá o trabalho de sair para comprar e, talvez, a preguiça fale mais alto.


- Calcule quanto você economizaria ao não comprar cigarros e faça uma lista de coisas que poderia obter com esse dinheiro.


- Escreva em um pedaço de papel as razões que o levariam a parar de furar e leia em voz alta sempre que sentir vontade de uma tragada.


- Peça a amigos e familiares que não fumem ao seu lado. E evite ficar perto de pessoas que estejam fumando.


- Converse com pessoas que superaram o vício e aprenda como eles venceram os obstáculos.


- Evite café, doces e bebidas alcoólicas. Eles despertam a vontade de fumar.


- Quando a vontade de fumar surgir, coma frutas, beba líquidos ou chupe balas sem açúcar. Você também pode ocupar sua mente com atividades prazerosas.


- A ansiedade e a preocupação são sentimentos que despertam o vício. Sempre que se sentir assim, faça exercícios de relaxamento e respiração.


-
Dê real atenção às imagens no verso do maço sempre que for tirar um cigarrinho para acender e lembre-se de que você poderia ser a pessoa da foto.


- Pratique atividades físicas e mantenha suas mãos sempre ocupadas.


- Jogue fora tudo o que lembrar o hábito: isqueiros, fósforos, cinzeiros etc.


- Escove os dentes logo após as refeições.


- Se não conseguir largar o vício de uma vez, comece diminuindo o número de cigarros diários. Mas não esqueça que é preciso estabelecer uma data para abandonar o tabaco de vez.


-
Nem pense em fumar um cigarrinho "de vem em quando". A dependência é uma doença crônica tal qual o alcoolismo. Não tem cura.

Se você precisar de uma mãozinha extra, existem muitos programas destinados a auxiliar os fumantes em sua luta. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece, gratuitamente, informações, medicamentos, adesivos e gomas de mascar que controlam a ansiedade. Para saber qual o posto de auxílio mais próximo de você, basta entrar em contato com a Secretaria Municipal de Saúde do seu município ou ligar para o Disque Saúde (0800 61 1997). Através deste serviço, é possível obter informações sobre dependência de nicotina e orientações comportamentais para largar o vício.

No mercado já existem diversos métodos de tratamento para o tabagismo. Os mais comuns são adesivos, gomas de mascar, piteiras e remédios. No entanto, eles não tiram o vício por completo. "São coadjuvantes que ajudam o fumante a diminuir a ansiedade que leva ao fumo", afirma Meirelles. As piteiras retêm parte da nicotina e do alcatrão do cigarro. São trocadas gradualmente, chegando a um máximo de 95% de retenção das substâncias tóxicas. Porém, não há comprovação científica sobre sua eficácia.

“São coadjuvantes que ajudam o fumante a diminuir a ansiedade que leva ao fumo”


Os adesivos liberam pequenas doses de nicotina através da pele. O tratamento costuma ter três estágios, nos quais a carga de nicotina vai sendo reduzida até que a pessoa não necessite mais da substância. A função é diminuir os sintomas da crise de abstinência. As gomas de mascar, assim como os adesivos, são repositoras de nicotina. Funcionam como um chiclete que o fumante masca sempre que sente vontade de acender um cigarro. Cada goma possui nicotina equivalente a um cigarro. "A diferença entre os dois é que as gomas possuem ação mais imediata que o adesivo", diferencia Mônica. Alguns medicamentos e antidepressivos são usados no combate ao fumo, nos casos em que a dependência é maior. São eles: bupropiona e vareniclina. Há ainda o spray nasal, a água e o pirulito à base de nicotina, que ainda não estão a venda no Brasil.


Não faltam motivos e dicas para você largar o vício. Vá em frente!

Dia Mundial SEM TABACO!


A vontade de parar de fumar acompanha muitos fumantes. O cigarro é hoje, segundo a Organização Mundial de Saúde, a causa de 30% a 40% das mortes por câncer no mundo e mata, por ano, quase 5 milhões de pessoas.


Para alertar sobre os perigos do tabagismo, foi criado o Dia Mundial sem Tabaco. Além do câncer de pulmão, os efeitos do tabaco são devastadores e causam danos em todo o corpo. A médica Célia Tosello, chefe de Departamento de Oncologia Clínica do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC), alerta para os outros males.
"Aém da conhecida correlação entre o hábito de fumar e maior risco de câncer de pulmão, vários outros tipos de câncer estão associados ao tabagismo".


"Alguns trabalhos da literatura confirmam o maior risco para os tumores de rim, fígado, trato urinário (incluindo bexiga), pleura (mesotelioma), leucemia mielóide, pâncreas, cavidade nasal e seios paranasais, estômago, trato aero-digestivo alto e colo uterino", lista ela, mostrando que
o perigo é ainda maior do que pensamos.


Para as mulheres, o tabagismo tem consequências ainda piores e pode estar relacionado ao câncer de mama. Um estudo realizado recentemente pelo Departamento de Comportamento de Saúde do Roswell Park Cancer Institute, nos EUA, comprovou que mulheres que vivem ou trabalham em ambiente sem cigarro têm menor propensão ao desenvolvimento do câncer de mama. Além disso, os estados americanos com um número menor de mulheres fumantes apresentaram um índice significativamente menor de morte por câncer de mama.


Célia Tosello afirma ainda que o cigarro pode estar ligado a outro tipo de câncer: o de cólon."Devemos considerar que a ação e a agressividade dessas doenças são potencializadas pelo hábito de fumar". Os tumores na cabeça e na área do pescoço, como como lábios, fossas nasais, boca, garganta, laringe, faringe, nódulos linfáticos, glândulas salivares e glândulas tireóide, podem ser potencializados em até 15 vezes.


Uma pesquisa realizada pelo Setor de Oncologia do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, o Icesp, aponta que cerca de 95% dos pacientes com algum destes tumores são fumantes ou têm histórico de tabagismo. O cigarro está associado a 92% dos pacientes homens com câncer de boca e a 67% das mulheres.


Mesmo com esses dados alarmantes, no Brasil 16% da população é fumante, o que corresponde a um número de 32 milhões de pessoas. No mundo, o número de tabagistas corresponde a 1,1 bilhão de pessoas. Este número aumenta ainda mais se levarmos em conta os fumantes passivos.


Para o diretor-clínico do IBCC, Marcelo Alvarenga Calil, não há dúvidas de que é preciso vencer o tabagismo para ganhar a luta contra o câncer.
"Combater o tabagismo é uma das principais atitudes para uma melhor qualidade de vida e, principalmente, para diminuir drasticamente as chances de desenvolver um câncer. Apesar de saber que o câncer pode ser causado por diferentes motivos, temos ciência de que o tabaco potencializa as predisposições".