sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Será que você ainda pensa ?


Eu queria ver no escuro do mundo
Onde está tudo o que você quer
Pra me transformar no que te agrada
No que me faça ver
Quais são as cores e as coisas
Pra te prender?
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei

Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa?

Às vezes te odeio por quase um segundo
Depois te amo mais
Teus pêlos, teu gosto, teu rosto, tudo
Que não me deixa em paz

Quais são as cores e as coisas
Pra te prender?
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei.

Sabes mentir...


Sabes mentir
Hoje eu sei que tu sabes sentir
Um falso amor

Abrigaste em meu coração

Sempre a iludir
Tu falavas com tanto ardor
Dessa paixão
Que dizias sentir

Mas tudo agora acabou
Para mim terminou a ilusão
Hoje esse amor já findou
E afinal para que amar ?

Sempre a iludir
Tu beijavas com afeição
Sempre a fingir
Uma falsa emoção.

Que seja doce.


Amanhã é dia de nascer de novo.
Te desejo uma fé enorme. Em qualquer coisa, não importa o quê.
Desejo esperanças novinhas em folha, todos os dias.
Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria. Tomara que apesar dos apesares todos,
a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz.
As coisas vão dar certo. Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não tiver, a gente inventa.
Te quero ver feliz, te quero ver sem melancolia nenhuma.
Certo, muitas ilusões dançaram. Mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas.
Que 2011 seja doce. Repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. Que seja bom o que vier, pra você.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Te amo, mas não te quero.


Sigo amando de longe, distante...
querendo o bem, o teu bem, a tua paz, a tua alegria.
Mas não te quero. Não sei se é contraditório dizer amar e não querer,
mas o fato é que tenho sentido isso. Assim, dessa forma, bem resolvido
assim na mente. Que se dane a contradição.
E tenho sofrido menos, te visto menos. Sentindo menos.
Eu gosto, gosto sim, gosto muito de ti. Mas não admiro mais.
Sei lá... parece que a imagem que eu tinha de você tem sido um pouco
violada, ou quem sabe revelada às claras, sem aquelas minhas ilusões...
Não, eu não tenho sofrido menos, tenho chorado feito louca,
sentido absurdamente a sua falta. Mas passa, sempre depois
de uma crise de chororô vem um alívio, uma estranha serenidade.
Mas é assim... seu sumiço provoca reação de raiva em mim, e vai me incentivando
a esquecer o que foi e o que não foi.
Ow nojo dessa melancolia, rapaz ¬¬
É só saudade. Dai você senta, lembra e escreve esse monte de baboseira, que ele nunca vai ler.
Mas quando termina de escrever, sente alívio, que nem quando choro litros, ow alívio de desabafar, de soltar o que tava preso. Essa emoção louca que chega a angustiar.
Um dia ele volta, um dia ele procura, chega de mansinho, sorri de mansinho e vai achando que novamente vai ganhar seu espacinho. E eu vou dizer não. Bem alto um não. Em se tratando dele ganhar um espacinho... ganhar? ganhar? Você gasta tanto tempo escrevendo, pensando nele aqui e ainda se trata de "vai ganhar" um espacinho, ainda usa futuro e diminutivo. Assume ué. Ele tem, ele tem, ele tem é um espação. Que ta reservado, que ninguém ocupa, mas disfarçar é mais elegante. Ué, se não for recíproco é bem mais elegante disfarçar o espação escancarado de amor, que ta aqui reservado só pra ele.
Como também, quem sabe... esse dia não chega, e ele não volta.
É segredo, viu, nem fala pra ele... mas eu vou deixar aberta a porta, pq quem sabe ele volta...
Eu vou gritar um não, mas eu vou ceder, enfim.
Pq sempre foi assim.
E não seria falta de amor próprio em mim? Te querer assim, sem saber no fim, o que vai dar?o que vai ser de mim? se esse amor novamente tiver um fim...
xô melancolia.
Ufa, desabafei.

Nada de menininho, molequinho e meias verdades...

"Estou cansada de ouvir "E aí, fez as pases?".
Cansada de responder "Me esforcei, mas parece que não deu em nada...".

Me esforcei mesmo,e não deixei de me orgulhar por isso, mesmo após reconhecer que era um esforço inútil. Eu ao menos tentei e você, em? O que fez para conviver em paz com alguém que já disse algum dia ter amado? Poderia ser verdadeiro e maduro comigo ao menos uma vez...Mas não. Isso seria cansativo para você, faria com que se esforçasse demais. E eu não quero, ou melhor, não pretendo causar-lhe mais nenhum tipo de aborrecimento. Tadinho! Você é só mais um "pobre coitado" que resolveu se apaixonar pela Mister Gelo...Que pena! Palavras de quem já te ouviu falar de mim.
Que coincidência!Você me transformou, em sua opinião própria, de pessoa extremamente sensível à uma vazia, sem sentimentos... Mas, será que o que você sentiu era realmente algo voltado para um romance, um amor verdadeiro? Será que você tremeu as pernas, sentiu cócegas, deu risada a tôa? Ou simplesmente gostava de passar as horas ao meu lado, cantarolar canções e falar sobre meu novo blog na Internet? Não sei... E você, já sabe agora que tipo de sentimento nutriu por mim? Hum, vamos tentar deixar as coisas mais claras... Por que para dizer que fui uma perfeita vaca é necessário que eu tenha ferido seus sentimentos, para que isso fique bem claro, acho extremamente necessário saber exatamente qual era a intensidade e o sentido exato deles. Amor, amizade, compaixão, irmandade? Escolha um deles e dê a si mesmo a resposta. E quando quiseres me surpreender venha até aqui, estou cansada de ouvir dos outros o que devia ser dito por você frente a mim. Queria resposta de um Homem, um cara maduro que merece respeito. Que por esse cara valesse a pena me redimir de um erro extremamente fútil- claro que se provado realmente que houve magoado sob seus sentimentos- Queria sinceridade de você, queria o cara suficientemente esperto que conheci a meses atrás... Nada de menininho, molequinho e meias verdades.
Cansei de seus joguinhos, minha coluna anda doendo, meu curso me exaustando e a novela me deixando sonolenta... Não tenho pique para continuar brincando de "gato e rato", vou ler meus livro, almoçar sozinha, ir pegar minha condução sem você, sentir dor e esquecer que se não me restasse mais vergonha na cara eu choraria pra você e contaria tudo... Estou envelhecendo depois de tudo, e caso isso me traga rugas, a coisa vai esquentar para o seu lado, meu bem..."

"Amo tanto, tanto, tanto, que te deixo em paz."

"As pessoas mudam, se afastam, voltam, confundem. As pessoas são um vai e vem desgraçado, algumas vezes são até bipolares. Mas sempre há uma coisa que fica, que fica com a presença, e até mesmo na ausência: o amor. O amor fica, mesmo que as pessoas sumam, ele fica ali pra manter cada lembrança, cada pedaço, ele fica pra manter a história, pra não deixar o fim próximo. O meu amor está aqui, dentro de mim, crescendo a cada dia mais, eu não vou deixá-lo ir, mesmo se você partir… ele é pra sempre, ele se eternizou em mim."

A verdade é que quando alguém quer, quando alguém sente falta, quando a pessoa se importa, ela liga, nem que seja pra brigar, ou até mesmo para ouvir o silêncio da outra.

Como é incômodo estar diante de uma pessoa com quem se trocou emoção intensa e depois cruzar com ele na rua e dizer apenas: oi.

Já percebeu? Quando você esquece que ele existe, ele dá um jeito de voltar pra sua vida. Pois é.
"Odeio ver uma menina machucada, odeio. Eu sei o quanto é ruim esperar uma ligação, uma mensagem, um oi, um beijo, um abraço e não receber nada. Por isso eu digo e insisto: Minhas lindas, querem um conselho? Deixem esses carinhas irem embora, sabe? Se eles realmente as merecessem, não as deixariam tão mal assim. Ok, no amor a gente sofre, mas sofrer todo tempo, todo dia, toda hora não é normal. Levantam suas cabeças, coloquem um sorriso nesses rostos lindos e sigam em frente, é o melhor. E eu sei, eu sei que é só questão de tempo e de abrir os olhos para que vocês finalmente encontrem um carinha que as valorize, as amem, e as queiram por inteira. Tudo vai ficar bem, tudo vai passar, tudo vai dar certo, eu e Papai do Céu prometemos a todas vocês."

Temos um problema geográfico...

Espero que eu não demore dias para mostrar isto aqui a você, dessa vez pretendo de verdade te mostrar, mais você sabe que no fundo eu acabo perdendo a coragem.
Pra começar, nós começamos tortos, porém acredito que não fomos totalmente um erro.

E sim, eu acredito em mudanças, não é a toa que eu já te dei diversas chances mesmo sabendo que a gente NÃO IA DAR CERTO.

Posso não ter sido tão clara ao mostrar sobre as mudanças, mas se você aprendeu comigo que as pessoas “não mudam”, você aprendeu errado. Fui prova viva de mudanças e melhoras. Fui prova do caos a hoje um pequeno pé de vento e busca de uma linha sazonal de paz.

Não sou uma gaiola para te prender, nem muito menos tenho uma boa tesoura para cortar suas asas, minhas tesouras mal cortam papel. Acredito em liberdade, como também acredito que não são os pés e as mãos livres que a nos dará. Um coração amado é muito mais feliz vivendo e compartilhando seu amor.
Por isso eu desde o primeiro beijo te quis para ser meu companheiro, parceiro, e te confiei o que mais há de valor em mim, meu coração.
Sei que meu exagero pode lhe ter sido um susto, mas eu quis te amar sim desde o primeiro dia e te amei, torta louca doente, mas te amei. Só que com meu egoísmo, não percebi que antes de mim você tinha outra vida, pois não bastaria um ponto final meu na minha vida de antes, se a sua ainda era completamente vivida por você, mas só por você.

Um dia paramos. Fui insuportável mais no fundo achei justo sentir o gosto amargo de te perder.

E o tempo ia passando e a insanidade sempre falava mais alto.

Foi longe que me curei, a distancia fez muito bem a nós, se não fez a você fez a mim.

Me tornei mais humana e também menos egoísta e um pouco menos orgulhosa. Foi perdendo você que aprendi a conviver com as minhas dificuldades e tentar respeitar as tuas. Não é fácil, peco, mas sei enxergar meu umbigo e ao redor dele. Sei reconhecer. E se insisto não é por chatice, ou mesmo por acreditar que haverá paz mundial, mas sim que pode existir paz entre a gente.

Eu reli tudo o que escrevemos. Reli para tentar entender o que você queria mesmo me dizer. E eu sei que se eu disser que não quero mais nada, você irá concordar e nem irá se apavorar ou me procurar para uma explicação.
Você pode estar diferente, mas eu conheço você ainda. E no momento você não quer saber de nada a não ser você mesmo. Preciso viver e estou com esta necessidade me cutucando, por isso não farei planos, não sou boa com eles, agendas ou relógios, vou destinar metas, e uma delas é me domesticar.
É ruim saber que você ama alguém, está com essa pessoa, mas essa pessoa não está com você. E nós dois devíamos estar fartos de nos sentir assim, pois por quanto tempo sentimos isso estando juntos?
O que acontece é que eu mudei, e você permanece impenetrável a mim, por que? Você é sincero comigo? Eu sou com você.
Você reclama que falo demais e por falar nisso, falar sobre pessoalidades sempre lhe causou grande fúria, e não que eu não me importasse com sua chateação, pois o que lhe desagrada me desagrada também e sei que isso é uma falha minha, mas eu digo o que penso pra não pesar dentro, porque quando as coisas estão fora elas são mais fáceis de lidar. Se ficam dentro, acumulam, acabam sendo esnobadas e assim esquecidas, mas o inconsciente não esquece. Então, já guardei muito, e, ainda guardo, só que o espaço ficou pouco e prefiro guardar o que realmente vá valer ser degustado ao ser escarrado. E nós dois não somos mais feitos para ter nojo um do outro.
Você conhece meu corpo, o gosto de todos os poros e fluxos dele. Conhece não só quando te amam, conhece meu corpo quando não precisava respirá-lo.
Você pode ter a oportunidade de conhecer minha alma como mais ninguém teve a chance ou o desprazer de conhecer.
De você não tive vergonha de ser fraca, covarde, de mostrar meus medos, meus erros, muito menos meu desespero por não te ter mais.

Você sabe sobre o meu desprezo e minha indiferença, mas no fundo conhece o coração mole e dócil que tenho.

E confesso que realmente não sou a mesma pessoa com meus pais ou com os outros, eu só consegui ser eu mesma com você. Vi que você também não era perfeito e eu podia errar. Você se tornou o par perfeito pra mim e é dolorido admitir que eu não seja o seu. Só que eu não tenho mais força a me forçar a acreditar que você me ama e deseja. Não posso mais insultar meu coração e nem pedir pra que me ame, que seja meu companheiro e eu sua garota.

Não é como nos filmes, mas nossa história daria um livro. Talvez algum dia as coisas que escrevo se transformem em mais uma coisa que eu amo – livros. E talvez seja esta a maneira de você me guardar em sua vida, como um livro em uma prateleira, como você mesmo faz.

Não estou desistindo. Estou racional. Minha cabeça está quase quarada e assim as coisas facilitam para serem pautadas sem que exceda qualquer vírgula.
Não sei também quando irá ler isto. Mas não tenho pressa, só desejo que a gente se acerte, seja qual for o próximo passo, tem necessidade por vida, fazer isto. Devemos-nos essa.


Cansei das nossas doenças mentais. Eu já disse a você que somos capazes de ter paz, basta querermos o mesmo.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Não é fácil.



'Não é fácil não pensar em você. Não é fácil. É estranho não te contar meus planos, não te encontrar todo dia de manhã, enquanto tomo meu café amargo. É, ainda boto fé de um dia te ter ao meu lado. Na verdade, eu preciso aprender. Não é fácil (..) onde você anda? onde está você? toda vez que saio, me preparo pra talvez te ver. Na verdade, eu preciso esquecer (..) o que eu faço? o que posso fazer? (..) Se você quisesse ia ser tão legal, acho que eu seria mais feliz do que qualquer mortal. Na verdade, não consigo esquecer. Não é fácil, é estranho.


"(...) Eu só queria que ele aparecesse, o homem que vai me olhar de um jeito que vai limpar toda a sujeira, o rabisco, o nó. O homem que vai ser o pai dos meus filhos e não dos meus medos. O homem com o maior colo do mundo, para dar tempo de eu ser mulher, transar para sempre. Para dar tempo de eu ser criança, chorar para sempre. Para dar tempo de eu ser para sempre. Cansei de morrer na vida das pessoas. Por isso matei você. Antes que eu morresse de amor. Matei você. Eu sei que sou covarde. Surpreso? Eu não".

E a noite de natal muda tudo...

De repente você acorda sentado na cama após a noite de natal : Meu Deus, eu preciso saber ! Mas se eu já estava tão bem há semanas . Volte a dormir, volte a dormir . Você já tinha decidido lembra ? Nada a ver com você, chato, bobo, não deu certo, além de ser CVN (chato, velho e narigudo) . Mas eu preciso saber . Não, não precisa . Pra quê ? Vai te machucar . Não ! Eu preciso saber .
Então levanto da cama direto para a internet . Nome dele, aparece a foto azulada e ele de perfil . É tão bonito( nem tanto) . Então vejo que ele não posta nada há cinco semanas . Está ficando tarde . Se eu tivesse essa mesma concentração e minuciosidade e empenho e energia para o trabalho estaria rica . Estou retesadamente motivada e atenta . Mas não consegui nenhuma informação e eu ainda preciso saber . Volto pra cama . Coração disparado .
Não tem posição na cama . O que eu faço ? Não tô a fim de ler, não tô a fim de ver TV . Aquelas outras coisas que se faz pra acalmar tô com preguiça agora, minha imaginação está indo toda para traçar um plano para que eu descubra .
Descubra o quê ? Não sei, mas sei que algo está acontecendo, ou eu não estaria assim . Porque eu sinto quando ele está com alguém, sabe ? Eu sinto . Sim !
Chega, chega . Preciso me acalmar . Pra quê isso ? Se ele estiver com alguém agora, e daí ? Terminamos não terminamos ? Foi só uma recaída, certo? Ele e eu não temos nada a ver, certo ? Decidimos que era melhor assim, certo ? Eu não tava bem com ele e nem ele comigo, certo ? Porque era bom e tal . Aliás, meu Deus, como era bom . Mas não era bom pra ficar junto, certo ?
Então pronto . Chega . Adulta, adulta . Qual o problema se ele estiver agora, justamente agora, lambendo a virilhazinha de alguma desgraçada ? Qual o problema ?
Ok, eu posso morrer .
Eu definitivamente posso morrer .
Chega, vou acabar com essa palhaçada agora mesmo .
Ok, agora estou surtando.
Lembrei que eu me sentia tão viva com você me olhando bem sério e bem no fundo dos olhos e machucando meu braço.
Sim, é definitivamente uma recaída das fortes e eu acabo de decidir que te amo mais que tudo no universo e que amanhã, ou hoje, porque já são sete e meia da manhã, vou resolver isso.
Agora preciso dormir só um pouquinho.
Ligo pra Haioka.
Hai, ele está com alguém? Mas Hai2, você quer mesmo saber isso?
Quero, Hai. Eu preciso saber. Ele está com alguma puta? Hai2, eu não posso saber isso.
Sério Hai ele tá com alguma piranhuda desgraçada vagabunda vaca dos infernos?
Não sei, Hai2, eu ainda tô dormindo, posso te ligar mais tarde?
Você acha que ele está com alguém? Você acha que ele está com alguém?
Putz Hai2, sei lá, homem sempre tá comendo alguém né?
Você acha que ele está com alguém Hai?
Hai2, do jeito que ele gostava de você? Claro que não!


Tomo banho, me visto, pego a bolsa. Considerando que ele mora em Feira, não sei exatamente o que eu pretendo com isso. Mas me faz bem enganar o cérebro e fazer de conta que estou indo atrás da verdade.
Na verdade vou só na casa de outro, preciso fazer qualquer coisa que não seja sofrer, mas não consigo. O outro não conhece David Guetta, não ri da história de Haioka, não me aperta o braço com força.
Volto pra casa, destruída. Sinto tanto amor dentro de mim que posso explodir e bolhas de corações vermelhas atingiriam o Japão. Quase não consigo respirar. Chega, chega. Ligo pra ele, não atende.
Pronto, agora eu já sei. Depois de um final de semana inteiro de palpitacões, descargas de adrenalina, músicas, textos, amigos, danças, gritos, sensações, assuntos, choros, dores, vida. Agora eu já sei. O que eu nunca vou saber é porque faço tudo isso comigo só porque tenho tanto pavor do tédio. Era só isso o que eu precisava saber.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

um Dengo e só ¬¬


Eu achei que ser chamada de "teu Dengo" me tornava única/especial pra você. Eu achei que ganhar rosas suas era consequência de representar algo a mais em tua vida. Eu achei tanto e 'não achei nada'. Eu analisei tuas atitudes, mas cheguei a conclusões erradas. Tudo não passava de um querer bem a uma garota qualquer, misturado com educação e cordialidade. Na verdade, você não tem culpa de nada; eu que teimei em inventar um Dengo pra mim. Um alguém que não passa de fruto da minha imaginação. E depois de tanto tempo, finalmente eu tô 'desachando' tudo.
Mas acontece que eu tô meio perdida ainda. Mesmo esse alguém sendo só fruto da minha imaginação... desvencilhar-me disso não é nada fácil. Estou em estado de luto, eu mesma resolvi matar a minha criação. Eu te criei em mim, eu te mato em mim.
" O que é que eu faço com os abraços se eu não tenho mais teu corpo? o que é que eu faço agora com os meus olhos sem você pra olhar? O que é que eu faço com os meus beijos que só querem tua boca? "

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Quero meu brinco...

Nem todo dia tem Sol, nem toda sobremesa é cheese cake e nem toda relação homem e mulher é romance.
E você vai fazer o quê?
Vai se matar por causa do cinza acima da sua cabeça?
Vai tremer hipoglicêmica e carente porque só sobrou torta holandesa?
Vai se manter virgem e intacta até aparecer o homem que vai te dar uma casa com cerquinhas brancas, cachorrinhos e bebês?
Claro que não, você vai viver a vida, curtindo o que ela tem de melhor.
E o que um bonitão que só quer te comer pode ter de melhor? Bom, eu poderia fazer uma lista.
Mas a droga do romance estraga tudo isso, a droga dos filmes românticos nos enganam como as propagandas de cerveja que enchem de gostosas os babacas segurando um copinho.
Por que raios a gente tem de romantizar qualquer demonstração de carinho de um homem se na maioria dos casos eles só querem nos comer?
E por que ficamos tão putas se eles apenas nos comem e caem fora?
HEEEEEEEEEEIN?

Quem disse que eles são obrigados a nos amar eternamente só porque conheceram de perto a nossa beleza interior? E, finalmente: que mal há em sermos gostosas e os homens quererem nos comer?
Por que isso parece ofensivo? Por que nos sentimos usadas se ambos estão lá de livre e espontânea vontade?
Isso é herança das mulheres pudicas, sonhadoras e donas de casa do século passado ou a célula do romance vai eternamente se multiplicar e passar de geração em geração através das mulheres?
Eu tento, juro que tento. Mas a droga do romance não me deixa em paz.
Eu não tenho mais idade para ficar morrendo de vontade de dar para um cara e ficar enrolando até ouvir juras de amor eterno (que podem ser só para me comer), francamente isso não é coisa de mulher!
Mas depois passo anos pensando se não fui muito fácil.


Eu vou lá, mato minha vontade, tomo um belo banho, volto independente e resolvida pra casa e acordo no dia seguinte morrendo de vontade de ganhar flores, receber ligações românticas e promessas eternas.

ISSO AÍ, MOOOOOOOOOOORRENDO DE VONTADE!
É uma praga. Sério, só pode ser.
Conscientemente eu sei que nem todos os caras querem namorar comigo, e mais conscientemente ainda eu sei que eu também não quero namorar com a maioria deles. Mas lá dentro fica a dúvida: será que fui usada?
Da onde vem esse sentimento fraco, submisso, antigo, arcaico, pobre e idiota de que numa relação sexual o homem é o dominante que come e a mulher a coitada que é comida?
Claro que tem os babacas que nos fazem sentir assim, não se preocupam com o nosso prazer e agem na velocidade do prazer deles.
Mas tirando esses babacas (e depois que você experimenta um quase sempre fica descolada para afugentar os outros) por que um homem que te trata bem, te come direito, com carinho, com respeito e depois não quer namorar com você, te ofende?
E por que se ele te tratou tão bem, com tanto carinho e respeito, só quis te comer e caiu fora? Precisava se dar tanto trabalho?
A vida é complicada. E a vida é complicada porque nós mulheres romantizamos tudo, ou quase tudo. Ou justamente o que não deveríamos.
A gente faz planos mesmo em cima dos silêncios deles. A gente vê beleza em cada sumiço. A gente vê olhares de amor no mais puro olhar de tesão. A gente acaba de trepar e é batata: deita no peito deles!
Ah, o romance! Mulher que é mulher não consegue fugir de um.
Você pode até levantar apressada, fumar um cigarro, olhar a janela. Você pode disfarçar. Mas lá no fundo, bem escondido, estão seus sonhos de entrar de branco numa igreja e ver lá na frente aquele homem para quem você acabou de dar.
Você vai para o banho super senhora de si, mas enquanto a água escorre levando restos de células esfregadas e sêmens, você fica na dúvida entre se ele vai ligar no dia seguinte e o nome dos filhos.
Será que ele vai ter os olhos do pai?
Eu cansei de ser assim, por que não consigo ver os homens como diversão se eles conseguem tão facilmente nos ver assim?
Por que não posso aceitar que nem tudo é romance?
Por que a droga da chuva me lembra todas as vezes que eu voltei para casa sonhando e no dia seguinte me deparei com a frieza do dia seguinte?
Por que a droga do jazz me lembra a vida perfeita que eu sonho a cada ombro cheiroso que me cega os problemas e me ensurdece a espera?
Por que a droga da noite me lembra os corpos amados que ainda que cansados e tombados nunca caíram por mim?
Aonde está você pelo amor de Deus! Aonde está você? Não vê que estou cansada de pertencer a todos e não ser de ninguém? Não vê que minha devolução me enfraquece cada vez mais em me entregar?

Não vê que na loucura de te encontrar não meço as entregas? E elas nunca são entregas porque eles nunca são você.

Porque comecei este texto tão bem e mais uma vez esqueci de ser a mulher moderna que eu tanto gostaria de ser para lembrar a mulher romântica que espera por você a cada esquina, a cada decote, a cada riso nervoso que solto em forma de grito à espera do seu socorro.



Continuo querendo meu brinco... DESESPERADAMENTE!

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Pondo um fim em tudo que causa dor...assim que é!


"Todo o amor que existe desejo para lhe dar
Quando se sentir triste não pare de cantar
Catch a fire em tudo que lhe causa dor."

' Quem sabe com ele eu veria as tardes que sempre me contaram...'

"As pessoas seguram uma risada quase de pena. Mas se ele nem mora aqui, mas se ele não ficou mais do que duas semanas com você, mas parece que já faz tempo que ele se foi, sem nunca ter sido.
Então o quê? Nem eu sei. Mas sei da minha enxaqueca que já dura [mais que] uma semana. Latejando sem parar. O coração que subiu nos meus ouvidos. GEITANDO QUE SENTE FALTA E PRONTO.
Eu sinto falta de ligar o celular, e ter uma mensagem sua dizendo que vai dar tudo certo. E sorrir mesmo estando numa fila gigantesca embaixo daqueles 78 graus de Feira de Santana. Não tem poesia nem palavra difícil e nem construção sofisticada. O amor é simples como sorrir numa droga de fila. E não se sentir mais sozinho e nem esperando e nem desesperado e nem morrendo e nem com tanto medo.
Eu sinto falta de querer fazer amigos em qualquer festa, só pra conhecer gente estranha e te contar depois. Agora, eu fico pelos cantos das festas.

Voltei a achar todo mundo feio e bobo e sem nada a dizer.

Porque eu acho que estava gostando mais das pessoas só porque te via em tudo. Agora as pessoas voltaram a me irritar. E eu voltei a ter que fazer muita força pra sair de casa.
Quando alguém não entende o meu amor, eu lembro daquele dia que você não queria tocar violão pra mim. Até que dedilhou reclamando que não era o seu violão. Daí tentou uma música conhecida. Tentou uma menos conhecida. Daí tocou uma sua, com a voz baixinha e olhando pro nada. E então me encarou e cantou com a voz alta. E então largou o violão, me encarou e cantou bem alto a sua dor, de pé, na minha frente, e eu achei que meu peito ia explodir. E ri achando que você ia sair correndo e dar um show na padoca da frente. E naquele momento eu pensei que poderíamos ser infinitos se fossemos música. E isso explica tudo, mas ninguém entende. Você entende. Mas cadê você?

Quando vai dando assim, tipo umas onze da noite, o horário que a gente se procurava só pra saber que dá pra terminar o dia sentindo algum conforto. Quando vai chegando esse horário, eu nem sei. É tão estranho ter algo pra fugir de tudo e, de repente, precisar principalmente fugir desse algo.
E daí se vai pra onde?"

Tati Bernardi (adaptado)

Como os passos mudos de uma reticência...

' Quem sabe com ele eu veria as tardes que sempre me contaram...'

"As pessoas seguram uma risada quase de pena. Mas se ele nem mora aqui, mas se ele não ficou mais do que duas semanas com você, mas parece que já faz tempo que ele se foi, sem nunca ter sido.
Então o quê? Nem eu sei. Mas sei da minha enxaqueca que já dura [mais que] uma semana. Latejando sem parar. O coração que subiu nos meus ouvidos. GEITANDO QUE SENTE FALTA E PRONTO.
Eu sinto falta de ligar o celular, e ter uma mensagem sua dizendo que vai dar tudo certo. E sorrir mesmo estando numa fila gigantesca embaixo daqueles 78 graus de Feira de Santana. Não tem poesia nem palavra difícil e nem construção sofisticada. O amor é simples como sorrir numa droga de fila. E não se sentir mais sozinho e nem esperando e nem desesperado e nem morrendo e nem com tanto medo.
Eu sinto falta de querer fazer amigos em qualquer festa, só pra conhecer gente estranha e te contar depois. Agora, eu fico pelos cantos das festas.

Voltei a achar todo mundo feio e bobo e sem nada a dizer.

Porque eu acho que estava gostando mais das pessoas só porque te via em tudo. Agora as pessoas voltaram a me irritar. E eu voltei a ter que fazer muita força pra sair de casa.
Quando alguém não entende o meu amor, eu lembro daquele dia que você não queria tocar violão pra mim. Até que dedilhou reclamando que não era o seu violão. Daí tentou uma música conhecida. Tentou uma menos conhecida. Daí tocou uma sua, com a voz baixinha e olhando pro nada. E então me encarou e cantou com a voz alta. E então largou o violão, me encarou e cantou bem alto a sua dor, de pé, na minha frente, e eu achei que meu peito ia explodir. E ri achando que você ia sair correndo e dar um show na padoca da frente. E naquele momento eu pensei que poderíamos ser infinitos se fossemos música. E isso explica tudo, mas ninguém entende. Você entende. Mas cadê você?

Quando vai dando assim, tipo umas onze da noite, o horário que a gente se procurava só pra saber que dá pra terminar o dia sentindo algum conforto. Quando vai chegando esse horário, eu nem sei. É tão estranho ter algo pra fugir de tudo e, de repente, precisar principalmente fugir desse algo.
E daí se vai pra onde?"

Tati Bernardi (adaptado)

Como os passos mudos de uma reticência...

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010


Como é que você sabia no meio de tantas casas, qual era exatamente a dele?
"Eu posso adivinhar
Aonde te encontrar
É só
seguir a minha intuição
O rastro da paixão
É só imaginar, amor
Que você está aqui ."
Não há quem entenda...

domingo, 5 de dezembro de 2010

Que venham os amores novinhos em folha


Para curar uma dor de amor, digam o que quiserem, só conheço um remédio: um amor novinho em folha. Enquanto nosso coração não encontrar outro pretendente, ficaremos cultivando o velho amor, alimentando-o diariamente, sofrendo por ele e, no fundo, bem no fundinho, felizes por ter para quem dedicar nossos ais e nossa insônia. A gente só enterra mesmo o defunto quando outra pessoa surge para ocupar o posto.
Se isso lhe parece uma teoria simplista, toque aqui. É simplista sim. Isso de enterrar o defunto do dia pra noite só funciona quando o defunto era apenas uma paixonite, um entusiasmo, fogo de palha. Porém, se era algo realmente profundo, um sentimento maduro, aí o efeito do novo amor pode revelar-se um belo tiro pela culatra. Ele acabará servindo apenas para dar a você a total certeza de que aquele amor anterior era realmente um bem durável. E a dor voltará redobrada.
Um beijo que deveria inaugurar uma nova fase em sua vida pode trazer à tona lembranças fortes do passado, e nem é preciso comparar os beijos, apenas as sensações provocadas. Quem já vivenciou isso sabe o constrangimento que é beijar alguém e morrer de saudades do antecessor.
Um novo amor pode transformar o que era opaco em transparência: você não sabia exatamente o que sentia pelo ex, se era amor ou não, então surge outra pessoa e você descobre que sim, era amor, caso contrário não sentiria esse abandono, essa perturbação, essa forte impressão de que está fazendo uma tentativa inútil, de que não conseguirá ir adiante.
Mas o que fazer? Encarar uma vida monástica, celibatária? Nada disso. Viva as tentativas inúteis! Uma, duas, três, até que alguma delas consiga superar de vez a inquietação do passado, que venha realmente inaugurar uma nova fase em sua agenda amorosa, que deixe você tranqüilo em relação ao que viveu e ao que deve viver daqui pra frente.

No entanto, quanto mais escrevo, mais me dou conta de que não há fórmula que dê garantia para nossas atitudes, de que não há pessoa neste mundo que não possa nos surpreender, de que tudo o que vivemos são tentativas, e que inútil, inútil mesmo, nenhuma é.

Você pensa que eu não sei?
Eu sei que tenho soluçado risos nervosos por aí. Sempre um por aí perto dos seus ouvidos. Tudo para você ver o quanto eu me divirto, o quanto sou charmosa. Para você lembrar de como a gente se diverte, com a minha risada, com a sua. E eu grito um pouco rindo, eu sei disso também. Que é para você lembrar de quando eu sinto prazer. De quando você me dá prazer.
Eu passo quieta por você, você passa quieto por mim, e eu ainda escuto o barulho que a gente faz.
Vocês pensam que eu não sei?
Escova no cabelo todos os dias, lápis nos olhos, perfume de morango. Eu sei, eu sei, a paixão é ridícula. Sei que não cumpro o que prometo com olhares de mulher. Pois é, eu sou uma menina. Surpreso? Eu não. Você está surpreso mesmo? Achou que era uma mulher te instigando para fugir da lógica? Isso é coisa de criança.
Lógica? Que se foda a lógica.
Eu não tenho tesão nenhum em separar o certo do errado. Espero não aguentar mais a dor do caminho errado para mudar de vida, é só isso que acontece. E o caminho certo também não me dá muito tesão não.
Menos aquele que a gente fez para fugir, menos aquele que a gente fez para se pegar, se entrar, parar de pensar em sentir e sentir de uma vez.
E a inspiração para escrever Meu Deus! Foi para onde?
Foi para o mesmo lugar da minha outra paixão esquecida. O homem para o qual dedico este texto. Aquele que tirei do pedestal e nunca mais coloquei em lugar nenhum. Foi para depois. Depois que eu resolver o que é verdade, o que é de verdade.
Você pensa que eu não sei que você sabe que eu estou mentindo? Eu sei.
Quer um pouco de verdade? Leia o começo deste texto, não é sobre você que eu escrevo não. Essa é a verdade, mas você me ensinou que ela não é necessária.
Eu sei bem. E sei que você mente também. E sei que a gente se atura porque perder pessoas é muito triste. Por mais que você não venha me encoxar no meio da noite, não me agarre no corredor, não jogue a porra do controle remoto para longe, não fale no meu ouvido o quanto você está precisando me comer naquele momento. Por mais que você não seja esse homem, você respira quietinho ao meu lado enquanto dorme, lindo. E quando você dorme quietinho assim, eu sei que, apesar de eu não abalar sua vida em nada, você precisa de mim. E você já abalou tanto a minha vida. Que pena, agora você morreu. Mas eu continuo vendo você respirar, quietinho, ao meu lado.
A verdade é que eu ainda acredito em reencarnação. E eu te olhei tantas vezes implorando. Não morre, por favor. Seja ele, seja o homem que perde um segundo de ar quando me vê. Mas você nunca mais me olhou quase chorando, você nunca mais se emocionou, nem a mim.
Você nunca mais pegou na minha mão e me fez sentir segura. Nunca mais falou a coisa mais errada do mundo e fez o mundo valer a pena.
Eu treinei viver sem você, eu treinei porque você sempre achou um absurdo o tanto que eu precisava de você para estar feliz.
De tanto treinar acostumei.
E cadê a inspiração? Foi embora junto com a minha pureza, a minha crença, a minha fidelidade.
Eu sou comum, igualzinho a você, a vocês. Eu cometo erros mesquinhos e sou capaz de grandes momentos.
Para cada grande momento, milhares de erros mesquinhos no ar, no lençol, no ralo de um banho cheiroso.
Para cada fundo do poço, milhares de motivos de perdão boiando, bóias de coração para eu me agarrar.
E eu nunca me agarro em mim, sempre espero alguém chegar.
Eu não queria ter ido tão longe. Nem seguido um que não posso, nem aturando outro que nunca pude.
Eu só queria que ele aparecesse, o homem que vai me olhar de um jeito que vai limpar toda a sujeira, o rabisco, o nó.
O homem que vai ser o pai dos meus filhos e não dos meus medos.
O homem com o maior colo do mundo, para dar tempo de eu ser mulher, transar para sempre.
Para dar tempo de seu ser criança, chorar para sempre.
Para dar tempo de eu ser para sempre.
Cansei de morrer na vida das pessoas. Por isso matei você.
Antes que eu morresse de amor. Matei você.
Eu sei que sou covarde. Surpreso?
Eu não.
Desculpa, eu tinha prometido nunca mais escrever tão subjetivamente.
Te amo, viu?
Você renasceu de novo.
Eu sei que sou louca.
Louca e covarde.

E vou embora já sem chorar. Os dias chorando por você serviram ao menos para me secar por dentro.
Preciso me aliviar. Mas dou até risada porque acabaram os caminhos. O mundo não suporta mais esse meu não amor por você. Meus amigos espalmam a mão na minha cara e já vão logo adiantando que se eu pronunciar seu nome, eles vão embora sem nem olhar para trás. Remédios só me deixam com um bocejo químico e a boca do estômago triste, mas não tiram você do meu coração. E escrever, que sempre foi a única coisa que adiantava para os dias passarem menos absurdos, já se tornou algo ridículo. Escrever sobre você de novo? De novo? Tenho até vergonha.
Nem eu suporto mais gostar de você. E olha que nem gosto.
É como se o mundo inteiro, os ventos, as ondas do mar, os terremotos, as criancinhas peladinhas brincando de construir castelinhos na areia, os carros correndo nas estradas, os cachorrinhos meditando nas gramas de todos os parques do mundo, a chuva, os cartazes de filmes, o passarinho que canta todo dia de manhã na minha janela, a torta de chocolate na geladeira, a minha vizinha louca que briga com o gato na falta de um marido, um cara qualquer com quem eu dormi (e ele parece qualquer quando não é você).
É como se o mundo inteiro me dissesse: “hei Hai, ninguém agüenta mais esse assunto! Chega!”
E no meio da noite, quando eu decido que estou ótima, afinal de contas tenho uma vida incrível e nem amava mesmo você, eu me lembro de umas coisas de mil anos e começo a amar você de um jeito que, infelizmente, não se parece em nada com pouco amor e não se parece em nada com algo prestes a acabar.
Lembro das horas que passávamos no msn só conversando besteiras, do seu cheiro toda vez que eu te abraçava. Lembro do abraço que servia pra matar as saudades quando paramos de nos ver diariamente, e das vezes que você me esquecia por estar conversando com um amigo, e de como toda a raiva que eu sentia por ficar te esperando sumia completamente assim que você aparecia com aquela cara de quem não fez nada.
E me lembro da primeira vez que eu te vi e me encantei de uma forma que nunca havia acontecido. Lembro do quanto eu achava bonitinhas as suas inseguranças e inexperiências, e o quanto essas inexperiências tornavam as coisas mais divertidas, seja nos pequenos incidentes ou quando nós quase destruíamos as coisas. Lembro das nossas conversas, apesar de eu nunca falar muito, nas quais eu me sentia tão sincera e tão livre, pelo fato de você dividir suas coisas comigo.
E então, no meio da noite, enquanto eu penso tudo isso, eu pergunto ao mundo todo que não agüenta mais esse assunto. Ao mar, às criancinhas peladas, aos cartazes de filmes, ao passarinho, à vizinha, aos cachorrinhos em meditação, à torta, aos carros, à qualquer um... eu pergunto: por que é que vocês todos estão tão cinza? Por que é que vocês não me ajudam? Por que é que todos vocês também ficam tão tristes quando ele vai embora? Por que é que todos vocês também morrem quando ele vai embora? Por que é que todos vocês também amam ele?

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Seja bem vindo DAAAAAAAN ♥


Amanhã vai ser um dia muitoooooo lindooo.
Ai que maravilha é o dom da maternidade, é benção de Deus.
Esta chegando o sobrinho mais lindo do mundo,
sobrinho que é também meu irmão, meu primo... meu Denguinhozinho *_____*
já te amo, Dan, antes mesmo de ver seu rostinho lindo
pertinho de mim. Já nutro por você o mais puro
e lindo sentimento.
Deus abençoe que ocorra tudo bem...
Boa sorte, minha tia linda. Torço taaaaaaaanto aqui.
Tô tão ansiosa que parece que sou eu que vou dar luz ao neném
mais amado desse mundo. rsrsrs
Só essa notícia pra mim alegrar nesses dias tão 'escurinhos'.
Filhos são benção de Deus... Felizes das mulheres que Deus dá o
privilégio de gerar filhos.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Lá vai mais um desabafo...

Desse jeito dói, desse jeito é ruim pra mim.
Não adianta mudar de faculdade, de cidade, de estado, de país,
pois o que não muda ta dentro de mim, cada dia mais intacto.
Eu faço o que pra arrumar a bagunça que você fez em meu coração,
em meus sentidos, em meus pensamentos???
Não. Eu não quero te responsabilizar por esse mal estar que tô sentindo,
nem te responsabilizar pelo que não deu certo, nem por não
me aceitar, ou aceitar essa minha forma de te amar...
Muito menos te responsabilizar pela falta de reciprocidade ao sentimento
que te ofereci. Mas sei lá...
Isso
é só pra dizer que dói mesmo.
Pra mim, eu não suportaria te ver novamente com outra.
A primeira vez te vi com outra foi um passatempo, pelo menos pelo que vi, uma curtição.
E mesmo assim, me doeu tanto. Te pedi até pra atravessar a rua quando me visse, que saisse
dos meus caminhos. Mas lá estava você, dias depois, com aquele sorriso
que sempre me despedaçava, e eu cedendo mais uma vez.
Mas agora será que tudo que eu esperei que você pudesse ser pra mim,
você ta disposto a oferecer a outra ? Assim de mão beijada...
Droga. Pra mim nenhuma mais te merece...
É que pra mim, você nasceu do meu modo, você ta na minha medida...
Pra mim, o encaixe certo era só comigo.
" Eu não consigo achar normal meninas do seu lado, eu sei elas não merecem mais que um cinema com meu melhor namorado... A minha vida continua, mas é certo que eu seria sempre sua... Quem pode entender? Depois de você... Ou outros são os outros e só."

Sabe aquela leve impressão de que dessa vez eu não vou suportar? Que vou desmoronar...
Pois deixou de ser leve impressão e é forte impressão.
Parece que tenho mesmo que jogar a toalha.
Mais de um ano nessa espera de você ver o que quer de fato.
Você não me quer no 'seu pra sempre', é fato.
O que é que se faz agora, meu Deus??
Beber, sair com as amigas, encher a cara mesmo, dançar a noite toda, beijar os mais lindos da festa... e dai ? quanta futilidade. Até hoje nada disso me adiantou.
Nada disso tirou o gosto do teu beijo de mim, nada me fez esquecer cada segundo que
tive a tua companhia. E sei que nada vai fazer eu esquecer... Ora bolas, creer que te esqueceria seria idiotice, na moral.
Eu tô perdida, é sério.
" Ta doendo sim, ta doendo em mim. "
... é que me parece que ta chegando a hora de partir, de jogar a toalha de vez, de encarar a situação. É que ser passa-tempo, ser opção pra você me cansou demais. Eu gritei com minhas atitudes o tempo todo, tantas vezes, que pra mim desse jeito não dava mais, poxa...
E você não fez nada pra mudar, não fez nada pra me fazer ficar.
Teus sumiços sempre me doíam tanto...
Só que incrivelmente quando eu achava que você esquecia da minha existência, você reaparecia, dai meu coração sorria esperançoso, porém mais uma vez... todas as vezes, eu não passei de 'um momento' né? Você parece que não tem noção do quanto mais poderia receber de mim. É que tem coisas de mim que só ficam à mostra quando eu sinto segurança na relação.
Seus sumiços sempre me deixaram tão insegura
... não do meu sentimento... Jamais. Disso eu tenho convicção. Eu sei que te amo, sério mesmo. Mas teus sumiços me deixavam insegura do teu querer, de tuas intenções.
Poxa Grandão, eu não sou só bunda, peitos, pernas, não é só sexo e tesão aqui não.
Aqui tem coração, tem sentimento, tem saudade de um Dengo, aqui tem vontade de ser procurada não só pra prazer, sabe...
Ooooooooow Deus, pra mim esse foi o maior dos desabafos de minha vida.
Eu tô muito cansada. Eu não quero chorar mais.
Eu não quero te esperar mais.
Eu não quero ser uma opção mais.
É bonito dizer: " Não trate como prioridade quem te trata como opção." Mas eu não acertei viver isso, não acertei fazer isso, quando se tratava de você.
Eu juro que não queria cansar. Eu queria que fosse bem diferente.
Tô murchando que nem aquela flor.
Dessa vez eu cansei de verdade :/
Eu não preciso passar por isso. Eu não preciso ficar a mercê de você querer me levar a sério.
Como é que eu me deixei levar pela tua doçura assim?
Eu achava que já tava vacinada contra esse tipo de charminho de marmanjinho
que quer dar uma comidinha e sair fora.
Pois bem... No mais, eu desejo é tudo de bom na sua vida...
quando se ama é assim: se deseja só o bem a quem se ama.
Sorte pra você, sorte pra mim ;]

Não estou a fim de dar sem receber nada em troca.

"Vem cá. Me dá aqui a sua mão. Coloca sobre meu peito. Agora escute. Olha o tumtumtum. Você pode me ouvir? É pra você, seu Tonho! É por você que meu coração bate! (Ele, que de tanto bater, parou sem querer outro dia). Posso confessar? Jura que vai acreditar em mim? A verdade é que estou de saco cheio de histórias românticas. Meus casos de amor já não têm a menor graça. Será que você me entende? Eu não escrevo porque vivo amores cinematográficos e quero contar pro mundo. Não!! Eu escrevo porque eu sou uma maluca. Minha vida é real demais. Um filme B pra ser mais exata. E eu não acho graça em amores sem final feliz. Por isso, invento. Pro sangue correr pelas veias, pra lágrima cair dos olhos, pra adrenalina sacudir o corpo. Eu invento amores pra ver se eu acredito em mim. (Acredita?). Mas hoje eu estou cansada. Estou cansada de mentiras, de realidade, de telefone mudo e de músicas sem letra.(...)
(...)Me deixa ser egoísta. Me deixa fazer você entender que eu gosto de mim e quero ser preservada. Me deixa de fora de suas mentiras e dessa conversa fiada. Eu sou uma espécie quase em extinção: eu acredito nas pessoas. E eu quase acredito em você. Não precisa gostar de mim se não quiser. Mas não me faça acreditar que é amor, caso seja apenas derivado. Não me diga nada. (Ou me diga tudo). Não me olhe assim, você diz tanta coisa com um olhar. E olhar mente, eu sei! E eu sei por que aprendi. Também sei mentir das formas mais perversas e doces possíveis. (Sabia?) Mas meu coração está rouco agora. GRAVE! Você percebe? Escuta só como ele bate. O tumtumtum não é mais o mesmo. Não quero dizer que o tempo passou, que você passou, que a ilusão acabou, apesar de tudo ser um pouco verdade. O problema não é esse. Eu não me contento com pouco. (Não mais). Eu tenho MUITO dentro de mim e não estou a fim de dar sem receber nada em troca. Essa coisa bonita de dar sem receber funciona muito bem em rezas, histórias de santos e demais evoluídos do planeta.
Mas eu não moro em igreja, não sou santa, não evoluí até esse ponto e só vou te dar se você me der também."


Por favor, não me analise
Não fique procurando cada ponto fraco meu.
Se ninguém resiste a uma análise profunda,
Quanto mais eu...
Ciumenta, exigente, insegura, carente
Toda cheio de marcas que a vida deixou
Vejo em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor.

Amor é síntese
É uma integração de dados
Não há que tirar nem pôr
Não me corte em fatias
Ninguém consegue abraçar um pedaço
Me envolva todo em seus braços
E eu serei o perfeita, amor.

"Possuo manias que só consigo expressá-las quando estou sozinha, coisas que eu ainda não me acostumei a fazer ou ver, com outros à me olhar.
Jeitos, costumes, expressões, olhares! Vícios, brincadeiras, sorrisos, pensamentos...
Apenas na presença do meu melhor amigo, aquele que me faz perceber minhas imperfeições, sem ao menos me criticar, e o que me faz perceber todas as minhas qualidades, o meu espelho. Para quem eu conto histórias, sorrio, jogo charme, choro...tenho as mais distintas reações!
Uma parte de mim, permanece desconhecida aos olhos que me cercam, talvez por um ato egoísta, eu a escondo, ou talvez por proteção.
Canto sozinha no chuveiro, escrevo o 'seu' nome no box embaçado. Mas, dessa forma me sinto protegida, segura, livre das críticas e da inveja que insiste em nos rodear.
Aquela que apenas eu conheço, é destemida e determinada. Corajosa, encara, encanta, seduz.
Leio, releio, as cartas que eu não mando. Escrevo coisas que não saem dos diários antigos e empoeirados, e são os mais belos, os mais marcantes contos.
Danço, e como danço! Sou corajosa, forte, decidida. Libero os meus mais sinceros sorrisos, e as mais sagradas lágrimas. E nessa minha solidão, tudo o que sinto, vem da alma, é ilustre!"

...eu sou é assim mesmo: difícil de explicar.


"Um jeito único, como todo ser. E um único jeito, diferente de muitos, boca pequena,
muito falante. Uma meiguice que contagia. Um sorriso capaz de fazer apaixonar-se o mais distinto imperador. Coração quieto provavelmente cansado de frases repetidas. Vida simples. Sem “posuras”,se palavra não existe é por que ela é assim mesmo, difícil de explicar. Sem rotinas, estrela de brilho único, de brilho grande, escondido por traz de medos, estes facilmente superáveis. Quem conhece de perto, se encanta. Quem vê de longe se apavora. E se pergunta. De onde vem tanta beleza? Ao avesso, muito mais linda, percebe-se no “barulho de seu silêncio”... De um todo respeito. E de um pouco medo! De pavor em pavor vai vivendo, de prazer em prazer entendendo. Poucos amigos, e a linda sina de ter vindo de onde vem. Orgulho sincero da família que possui, reconhecendo o início! Mulher virtuosa, “indefectível”. Mais uma HAIOKA... Porém... ÚNICA!"

Amor e Paixão

"É muito triste quando os começos são apenas séries de únicas vezes, é como se a tarde nunca virasse noite, a maré fosse e nunca mais voltasse aos seus pés e os beijos nunca se transformassem em sexo. Quando há apenas a primeira vez, fica lamentavelmente triste saber que os abraços nunca vão se converter em cuidado e atenção, que a lua cheia nunca se aproximará dos namorados. É desconcertante a sensação de que o frio cortante na barriga nunca se engravidará de casamento de amor, de almas que se encaixam como Lego.
Começo de namoro é sempre mistura criativa, como crianças brincando de massa de modelar, é uma necessidade com pressa de acontecer, uma urgência de sentir um tipo de saudade que faz a alma ficar pequena, uma tradução de encantamento e desejo que respiram dentro da gente. Começar um namoro é uma delícia, é abrir mão da possibilidade de ser feliz sozinho, é confiar num desconhecido que pode ser um anjo, é um gostoso emaranhar de pele com mãos, de suor com pele, de saliva com dentes, de generosos fluídos que o corpo entrega. Começo de namoro é uma delicada composição de palavras e assuntos que se esvaziam ao passar das horas, assuntos que se enchem com o absorver de olhares misteriosos, reticentes e desprotegidos. Começo de namoro traz pra frente o brilho que vive no fundo dos olhos e ativa a assinatura em que um olhar se reconhece no outro.
É gostoso saber que em meio a mil pensamentos que estão na sua cabeça, um seja tão poderoso a ponto de voltar toda hora numa deliciosa cadência, o pensamento naquela pessoa. Viver em branco e preto não faz bem para os olhos, eles foram feitos para perceberem todas as cores. Quando conhecemos alguém e gostamos, ganhamos duas caixinhas de lápis de cor, vamos nos colorindo, descobrindo tonalidades, texturas e fazendo combinações de novas cores. Milagrosamente dá-se início a um mise-en-scène, um imediato e violento vício na pessoa, uma certa dependência química, simplesmente queremos mais presença da pessoa ao nosso lado, nunca é o bastante.
Quando você está muito ansiosa, você sente um desejo doido por chocolate, doces, e isso acontece por causa de um neurotransmissor chamado de serotonina, presente no chocolate. Do mesmo modo, as pessoas ficam deprimidas pela ausência deste hormônio no organismo. Quando temos um orgasmo, uma chuva de endorfinas são liberadas pela hipófise, nos causando euforia, relaxamento e sensação de recompensa. Somos química cotidiana e a paixão é orquestrada por essa química, essa fábrica de substâncias caras. Alguns estudos dizem que a paixão dura semanas, meses ou até anos, e acaba da noite para o dia, como se o corpo resolvesse desapaixonar, parar de produzir paixão. E depois? E aí? E as experiências, as implicações emocionais, sentimentais? Gosto de pensar que paixão é um fogo que queima seu estômago e faz evaporar seu sangue, contrai seus músculos e torna você um viciado, e isso me leva ao pensamento seguinte: é do útero dessa paixão quente que nasce o amor, que é um organismo abstrato, impalpável, pouco compreendido, mas o único capaz de suportar a vida. Talvez paixão seja apenas coisa do corpo, mas nós, gentilmente, colocamos açúcar nas definições de paixão, as temperamos com poesia e a ornamentamos com palavras coloridas e bonitos significados. Somos românticos, somos a parte lúdica dos processos da vida.
Antes de tudo, somos responsáveis por todas nossas escolhas, nossa felicidade e sentimentos. Às vezes elegemos para compor nossa vida amores que são verdadeiros enganos, palavras de perfume volátil e ruim, mãos que te empurrarão ribanceira abaixo como um jipe desgovernado.
Existem falsos amores nocivos à saúde, como o cigarro que incomoda amigos, lhe destrói lentamente, mas você não percebe. Falsos amores são vampiros que tiram a paz do seu sangue, mas, sobretudo, somos nós quem permitimos que estes amores impostores nos sigam, e numa rua escura sugerimos que eles mordam nossa carne mais mole e lhe damos nosso melhor.
Começo de namoro é bom, sobretudo se começarmos certo e com a pessoa certa.
O que se chama amor pode ser bem mais do que você imagina e muito menos do que você pensa, e é assim mesmo, fragmento de paradoxo escapando das explicações. Nietzsche disse que amamos mais o desejo do que o ser desejado... Ou seja, não amo você, amo a sensação boa que você me causa, amo o que está em mim. Na primeira lida é difícil digerir essas palavras tão egoístas, mas entendo que Nietzsche quis dizer. O amor é difícil de entender e nem sequer tem manual de explicação, é bobo, mas também é um pequeno sol que controla a vida fora do corpo, fora dos processos químicos.
Na deliciosa arte de começar um namoro, a paixão tropeça em nosso corpo e dessa paixão displicente brota o AMOR. Esse amor precisa ser puro e fluido como um bom texto que vai se ramificando através de palavras bem colocadas, um texto que tem um começo, um meio, e achamos que tem fim, mas não existe fim, o final é um código aberto, é a mensagem que fica ecoando na vida como uma música endereçada.
O amor é a experiência mais extraordinária da vida, é a entrega não só do corpo, mas também da alma.
Ainda produzimos paixão, eu quero me apaixonar todos os dias pelo mesmo homem, por todos os homens que vivem dentro dele. Protege-lo do frio, sentir minha mão tocar a sua pele, minha boca tocar a sua. Amor não é remédio e nem solução de problemas, amor é a recompensa por você ter se curado, ele remove cirurgicamente a solidão do peito..."